LiteraLivre Vl. 4 - nº 19 – Jan./Fev. de 2020
proibitivo pessoas o qual o intelecto fosse questionador levando ao
desenvolvimento de programas que diminuíssem o QI a uma média uniforme na
população, procedimentos esses feitos de maneira muitas vezes invasiva e que
destruía em alguns casos a completa aptidão do individuo.
Sophie Smith ao lado de Manoel Davila era destes o qual a diferença era
sinônimo de desigualdade, ela negra e ele um brasileiro que sofria de autismo e
sobrevivente da guerra nuclear. Manoel era um supersoldado psiquicamente
alterado capaz de premeditar e realizar metacontatos do qual com o fim da
guerra se tornaram páreas por simplesmente terem habilidades e aptidões acima
do normal. Obrigados a se refugiarem nos subterrâneos de Londres a fim de não
receberem as sanções dos contemporâneos no gueto que recebiam implantes
com uma seta apontando para baixo, viviam no submundo de onde outrora
aquele mal emergiu em sua face mais obscura e de ojeriza. Seus direitos
racionados visavam o controle seguro de gordos, calvos, cegos tal como outros
deficientes físicos ou mentais e mulheres o qual a sociedade não aceitava. O
projeto desenvolvido pelo Dr.Wilson Mattos Silva teria boas intenções de salvar a
sociedade ante a necessidade de acabar com as vítimas para que não haja mais
vilões.
Manoel Dávila viu-se vítima do projeto de controle mental de Dr.Wilson
Mattos que originalmente era atribuído aos incautos como uma possessão
demoníaca que visava destruir todas as estruturas sociais da civilização, da
família as religiões monoteístas. Assim Manoel viu sua mãe passar a desejar que
o filho viva isolado, sofra e seja destruído como se tudo que era humano na
família tivesse sido subvertido. Mas tão logo ele descobriu que sua mãe não era
ela mesma, mas que fora programada para destruí-lo e mata-lo a mando daquele
cientista imoral e insano que era Dr.Wilson Mattos Silva.
Mas os últimos dados capitalizados por Sophie Smith da inteligência da
resistência haviam descoberto que pôr de trás de uma nova droga que
supostamente cura a psicopatia tornando os pacientes capazes de desenvolver
consciência e amor do qual derivam a empatia e remorso, apenas tornavam os
acusados de insanidade e transtorno antissocial por resistirem aquela tirania, um
meio de torna-los mais subservientes e dóceis a opressão que sobrevinha como
jugo desigual.
Aquilo na verdade era uma droga tóxica que criava dependência pois em
sua ausência os efeitos agressivos de depressão e baixa estima eram acentuados
pela constante pressão negativa e pessimista o qual eram submetidos. A origem
daquela droga da apatia que levava cidadãos a serem pouco mais que robores
[215]