Revista LiteraLivre 19ª edição | Seite 210

LiteraLivre Vl. 4 - nº 19 – Jan./Fev. de 2020 Thiago Henrique Fernandes Coelho Uberlândia/MG O espírito do colar Mônica brincava na beira do rio, quando viu algo brilhar no fundo das águas. Aquele brilho chamou a atenção da menina, ela entrou no rio e mergulhou até o fundo. Pegou o objeto e trouxe para a superfície. Saiu do rio e sentou em uma enorme pedra que havia na beira. Viu que era um colar muito bonito, feito de umas pedras que nunca tinha visto antes. Resolveu colocar o colar no pescoço. No momento em que coloca no seu pescoço, sente um arrepio. Seu pai, que estava pescando ali perto, a gritou para eles irem embora, pois o tempo tinha virado, estava vindo uma chuva forte e não era nada seguro ficar ali na beira daquele rio. Mônica não ouviu o pai, que teve que gritar mais forte. A menina viu que o pai já estava subindo a ladeira que levava a casa deles. Saiu correndo até o pai. Perguntou se o pai tinha pescado algum peixe grande, o pai respondeu que de repente os peixes sumiram tudo. Só conseguiu pescar umas piabas mais cedo. A menina seguiu o pai para casa. Não estava mais como era antes, algo dentro dela já começava a mudar. Ao chegar em casa, a mãe estava fazendo a janta. Quando Mônica entrou na cozinha, a mãe logo viu o brilhante colar no pescoço da menina. Achou estranho a filha com aquilo e perguntou onde tinha encontrado. A menina contou que achou no fundo do rio. A mãe queria ver o colar melhor, mas a filha não quis tirá- lo e correu para o seu quarto. Jussara, a mãe de Mônica, mandou a menina ir tomar banho, que o jantar já estava quase pronto. Nessa noite, a menina comeu como nunca antes tinha comido. A mãe até achou aquilo estranho. Porque Mônica não era de comer muito, os pais tinham que forçá-la a comer. Todos foram dormir. Era noite de lua cheia, e a noite esta toda iluminada. A meia-noite o colar da menina começou a brilhar. Mônica acordou com muita fome. Foi até o quarto de ferramentas do pai, pegou o machado. Chegou no quarto dos pais e atacou o pai a machadadas. A mãe acordou com os gritos do pai. Com muito custo conseguiu pular a janela e saiu correndo pela estrada a fora. Ao longe escutava os gritos do seu marido. Chegou na casa dos vizinhos para pedir ajuda, contou que ela e o marido foram atacados por alguém. Os vizinhos pegaram armas, enxadas, machados e foram com lanternas ver o que tinha acontecido na casa de Jussara. Chegaram perto da janela do quarto do [207]