LiteraLivre Vl. 4 - nº 19 – Jan./Fev. de 2020
Paulo Cezar Tórtora
Rio de Janeiro/RJ
XEQUE-MATE
Xadrez, jogo-ciência a imitar a vida:
Na arena alvinegra, o quadriculado,
Os bandos pelejam, fúria incontida!
A Torre imponente, o Corcel alado,
A Dama altiva, pelo Bispo ungida,
Peões pertinazes, parcos soldados,
Atacam febris em insana lida
Num rastro de corpos dilacerados.
Na via tortuosa de nossa existência
Buscando ilusões, sonhos ou amor,
Onde a derrota é desonra e inclemência
Nós somos Peões e Reis em combate
Competindo até o crucial estertor
A hora abissal, o fim — Xeque-Mate!
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