LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019
Davi Fonseca
Belo Jardim/PE
Uma carta do coração
Há quanto tempo te traio,
Minha companheira?
Perdido nas carícias
E ilusões de alheias
Desfrutando dos arranha-céus,
Esquecendo-se da casa de infância.
Amando os atuais prazeres,
Esquecendo-se dos sofrimentos passados.
Quantas vezes estive eu aos teus pés?
Voltando como filho pródigo,
Pedindo para ser teu servo,
E tu colocavas um anel em meu dedo.
Oh, minha querida amiga
Por quanto tempo estarás a esperar-me?
Escrevo isto a você,
Solidão.
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