Revista LiteraLivre 17ª edição | Page 265

LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019 Arthur concentrou energia vital nas mãos. Gritou: — Explosão katana! E correu em direção ao oponente, segurando a katana com ambas as mãos acima da cabeça. O primeiro golpe foi barrado pela giro da carruagem de Guia Vermelho, que desferiu um chute na boca do estômago de Arthur. Mesmo com a dor, Arthur realizou mais um ataque, desta vez acertando a orelha direita do adversário. Atordoado, Guia Vermelho levou as mãos à cabeça, um gemido de dor, e caiu do lado da carruagem. Cérberos ladravam diante da cena infernal. Era o momento decisivo, um golpe bem desferido e a cabeça do vilão rolaria até os portões do yomi. Arthur posicionou a katana acima da cabeça com as duas mãos, mais uma vez. Foi quando sua espada foi retirada das mãos por um samurai alto usando capacete, de armadura escura. O samurai olhou com pena para Arthur. Depois olhou para o Guia Vermelho no chão. Puxou o homem pelo braço, engatou-o em sua carroça e disse: — Some daqui. O vilão puxou a carruagem ligeiro para longe das terras de Middle Class. Após aguardar o Guia sumir no horizonte, o samurai olhou para Arthur. Arthur reconheceu os olhos do samurai, que começavam a brilhar com lágrimas. Olhou ao redor. Muitos membros da realeza estavam assistindo a batalha. Acenou com a cabeça, concordando. Levou um tapa na nuca, seguido de um sussurro: — Em casa conversamos. Voltaria para casa pouco antes do anoitecer, com o nariz sangrando e algumas latinhas de alumínio na mochila. O casebre estava com a janela quebrada, em mais uma tentativa de furto. Tomou banho, esquentou o pouco de comida que tinha nas panelas. Jantou enquanto assistia mais um episódio de seu programa favorito. [262]