LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019
Eu sou um rato, que escondido no escuro, permaneço no amor que tenho por
você.
Sim, eu permaneço envenenado por algo que não sei explicar. Não cabe a
mim, que sou um mero “ser”, explicar tamanho significado da vida. Que sempre
tive medo de aprofundar o sentido verdadeiro para um lugar que todos conhecem
superficialmente.
Eu corro. Corro em meios aos livros enfileirados nas estantes da biblioteca,
que quando estou sucumbindo com meus pensamentos perversos, sobre tudo e
todos que vivo no dia a dia. Esse ato de correr através dos corredores de livros,
me faz acalmar, o que eu tenho mais medo sobre mim. Meus pensamentos...
Estou vivendo somente por viver. Estou vivendo somente como rato de
biblioteca. Tentando buscar uma bela e simples história de entender a vida, e,
entender o mais completo e aprofundado de todos os sentimentos. O amor...
Amor que me deixa perdido em Meus pensamentos. E se não bastasse também
reflete, em minha vida que não sei se realmente é uma vida. Eu não sou uma
vida. Não... você é uma vida?
Não quero, não vou entregar mais minha dor de ver meu sentido que
pensava que podia ser o sentido meu, quando o olhei pela primeira vez. Num ato
de andar, que somente este amor sabe fazer, em frente a meus olhos, me faz
sentir o sentimento que somente os ratos e animais de natureza medonha
sentem. O desprezo de ser um animal que não pode ser amado.
Eu me senti como alguém, que é desprezado por ser quem realmente é. Eu
que não sei, o rumo que meus pensamentos vão me levar. Eu sou o rato de
biblioteca que possui a escuridão como refúgio. Eu prefiro sair à noite, e andar
em alerta dos perigos de ser...
Eu sou um animal por te amar.
Eu... Eu... Sou um rato de biblioteca.
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