Revista LiteraLivre 17ª edição | Page 260

LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019 Eu sou um rato, que escondido no escuro, permaneço no amor que tenho por você. Sim, eu permaneço envenenado por algo que não sei explicar. Não cabe a mim, que sou um mero “ser”, explicar tamanho significado da vida. Que sempre tive medo de aprofundar o sentido verdadeiro para um lugar que todos conhecem superficialmente. Eu corro. Corro em meios aos livros enfileirados nas estantes da biblioteca, que quando estou sucumbindo com meus pensamentos perversos, sobre tudo e todos que vivo no dia a dia. Esse ato de correr através dos corredores de livros, me faz acalmar, o que eu tenho mais medo sobre mim. Meus pensamentos... Estou vivendo somente por viver. Estou vivendo somente como rato de biblioteca. Tentando buscar uma bela e simples história de entender a vida, e, entender o mais completo e aprofundado de todos os sentimentos. O amor... Amor que me deixa perdido em Meus pensamentos. E se não bastasse também reflete, em minha vida que não sei se realmente é uma vida. Eu não sou uma vida. Não... você é uma vida? Não quero, não vou entregar mais minha dor de ver meu sentido que pensava que podia ser o sentido meu, quando o olhei pela primeira vez. Num ato de andar, que somente este amor sabe fazer, em frente a meus olhos, me faz sentir o sentimento que somente os ratos e animais de natureza medonha sentem. O desprezo de ser um animal que não pode ser amado. Eu me senti como alguém, que é desprezado por ser quem realmente é. Eu que não sei, o rumo que meus pensamentos vão me levar. Eu sou o rato de biblioteca que possui a escuridão como refúgio. Eu prefiro sair à noite, e andar em alerta dos perigos de ser... Eu sou um animal por te amar. Eu... Eu... Sou um rato de biblioteca. [257]