LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019
Marçal de O. Huoya
Salvador/BA
O Primeiro Sol
Deu um salto, Uma vontade maluca,
Como uma brincadeira, Sua pele, sua boca, sua nuca,
E bem ali estava, Alegria incontida,
A sua boca inteira, Alma clara e transparente,
Pintada e decorada, Minha alma não sabe de nada,
Como uma Sexta Feira, Beleza comovente,
Pedindo para ser beijada, Andando meio estabanada,
Ou minha boca pensou assim, Uma amante quente?
Pobre de mim, Quem sabe se bem amada
A luz que o Sol me traz, E o dia segue,
No primeiro dia do ano, E o Sol não vai embora,
Linda demais, Estou na poesia entregue,
Como um poema de Caetano, Tudo se resume,
E eu olhando, No aqui e no agora,
Só olhando, E mesmo que esse Sol,
Virando o pescoço de lado, Me cegue,
Rindo, sorrindo, Ainda assim haverá luz,
Com um sorriso safado, Lá fora…
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