Revista LiteraLivre 17ª edição | Page 170

LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019 grande risco de um relacionamento, alguém pode resolver partir e se isso acontecer é necessário compreender e deixar ir. Parece mais simples narrado aqui, mas para ela que sentiu, não foi exatamente desse modo, ela queria entender porque aquilo tudo que era tão incrível pôde ter chegado ao fim e algumas das palavras dele ecoaram por dias em sua cabeça: – Ma petite, eu precisei partir. Você é como a lua com essa possibilidade sempre de desaparecer e reaparecer crescente em brilho, trazendo vida. No entanto, acho que não fui capaz de suportar as suas fases. Sei do seu esplendor, mas tive medo das incertezas. Me perdoe pela covardia. A essa altura melhor que ela nem dissesse mais nada. Apenas sofreu em silêncio, pois é natural quando se permite sentir. Deixou então que as lágrimas lavassem sua alma dolorida com todo vigor, sem nenhum receio em ser tão sentimental. Pensou se seria possível que esse fosse o seu destino, encontrar o amor e vê-lo ir embora depois. Questionou se merecia aquela dor e porque as coisas tinham que ser assim. E depois de colocar tudo para fora ela resolveu que não iria sofrer para sempre. Então ela levantou a cabeça, agradeceu a Deus por ter tido momentos tão felizes, se desculpou pelos seus questionamentos e resolveu seguir em frente. Assim é a vida. Não se sabe se acontece por acaso ou se está escrita, mas se sabe que somos nós os principais responsáveis para que ela aconteça e a nossa felicidade está especialmente dentro de nós mesmos e lá também devemos guardar aquilo que é eterno como o amor, o nosso e de cada um que cruza o nosso caminho o resto é simplesmente perda de vida. E a vida?! Ah! A vida é tão maravilhosa, não acham? https://www.instagram.com/luiza.moura.ef/ [167]