Revista LiteraLivre 14ª edição | Page 52

LiteraLivre Vl. 3 - nº 14 – Mar./Abr. de 2019 Castelo de areia Rodrigo Duhau Brasília/DF As mãos trabalhavam habilmente. Materiais de construção: areia e água do mar. Torres, muralhas. Pouco a pouco, o castelo ganhava forma e, claro, até uma certa imponência. Não demorou muito, e a fortaleza ficara pronta. Enfim, a história, com seu cenário construído, poderia começar. As crianças que estavam na praia, acompanhando e participando da edificação do castelo de areia, já desejavam a narrativa da professora. E ela se pôs a falar: “Era uma vez, uma princesa, que aguardava ansiosamente o príncipe. Ele, com seus cabelos aloirados e peito estufado, viria em um cavalo branco com crina esvoaçante. Os dois se casariam e viveriam felizes para sempre. No entanto, havia um porém. Um porém chamado dragão, que não nutria os melhores sentimentos pela princesa. Quando chegou ao castelo, o príncipe se deparou com aquela fera, cuspindo fogo pelas ventas e esbravejando aos quatro cantos: – Por que demorou tanto?! – rugiu a princesa. O príncipe pensou, pensou e pensou numa resposta e acabou salvando o dragão daquela megera, que deixava o bicho acorrentado e sem comida”. – E a princesa? – indagou Joãozinho, o menino mais curioso do grupo de crianças. – Por maltratar os animais, o príncipe a prendeu no calabouço e jogou a chave no fosso do castelo – respondeu a professora. O príncipe, o cavalo e o dragão, agora livre e alimentado, viveram felizes para sempre. www.facebook.com/rodrigoduhau 49