Revista LiteraLivre 14ª edição | Página 128

LiteraLivre Vl. 3 - nº 14 – Mar./Abr. de 2019 acrescentado, tal e qual foi encontrado nas imediações. Mas não, pressenti-lo não parecia acontecer, insistindo-se em remexer água circundante para ver se ele prosseguiria o caminho antes iniciado com o tal descuido. Nada feito. Deveria estar assustado o alguidar e não seria questão para menos, entrar pelo cano adentro e ficar bloqueado da saída pelo antes desejado. Até que se encontrou de mente pensante solução que poderia dar resultado, no eventual certo adiante. Bloqueou-se a entrada, aquela por onde o alguidar começou a navegar contra vontade sua, estava-se por crer, com pedras o suficiente de tal modo que a água da levada ficaria ali retida e aumentando de volume. Quando este já era o bastante talvez necessário, intencionou-se para o retirar de tais pedras em barreira «Abrindo-se a barragem da levada» dito com expressão certeira, levando a corrente em força e desbloqueando o assustado alguidar até à saída. Fora uma viagem de quinze metros, no tanto empolgante, mas o recipiente de alface verde tom não quereria, por óbvio, repetição tão cedo, percebia-se bem no semblante de susto do ofegante e descuidado alguidar navegante. https://www.facebook.com/luisamorimeditions 125