LiteraLivre Vl. 3 - nº 14 – Mar./Abr. de 2019
acrescentado, tal e qual foi encontrado nas imediações. Mas não, pressenti-lo não
parecia acontecer, insistindo-se em remexer água circundante para ver se ele
prosseguiria o caminho antes iniciado com o tal descuido. Nada feito. Deveria
estar assustado o alguidar e não seria questão para menos, entrar pelo cano
adentro e ficar bloqueado da saída pelo antes desejado. Até que se encontrou de
mente pensante solução que poderia dar resultado, no eventual certo adiante.
Bloqueou-se a entrada, aquela por onde o alguidar começou a navegar contra
vontade sua, estava-se por crer, com pedras o suficiente de tal modo que a água
da levada ficaria ali retida e aumentando de volume. Quando este já era o
bastante talvez necessário, intencionou-se para o retirar de tais pedras em
barreira «Abrindo-se a barragem da levada» dito com expressão certeira, levando
a corrente em força e desbloqueando o assustado alguidar até à saída. Fora uma
viagem de quinze metros, no tanto empolgante, mas o recipiente de alface verde
tom não quereria, por óbvio, repetição tão cedo, percebia-se bem no semblante
de susto do ofegante e descuidado alguidar navegante.
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