Revista - GRUPO JASF Fevereiro e Março 2019 | Page 11
Legislação
ou tecnologia de ponta, apenas o
emprego correto dos recursos dis
poníveis na linguagem HTML, o
código que compõe e estrutura as
páginas na internet. O especialista
em Desenvolvimento Web do W3C
Brasil, Reinaldo Ferraz, compara a
construção de um site a de uma
casa: “Se você pensar na acessibi
lidade desde o início do projeto,
prevendo os batentes de portas
mais largos, ausência de escadas,
maçanetas adequadas e pisos anti
derrapantes, ficará muito mais fácil
e mais barato do que fazer as mu
danças depois da casa construída.
As boas práticas são simples”.
Alguns pontos são indispen
sáveis em sites acessíveis. Permi
tir a navegação inteiramente por
teclado, e não só pelo mouse,
favorece quem tem deficiência
motora e também os cegos. Pos
sibilitar a ampliação do texto da
página e escolher cores contras
tantes para fundo e letra ajuda
pessoas com baixa visão a conse
guir ler. “As informações não
devem ser transmitidas somente
por cor. Pense em uma tabela de
ônibus em que os vermelhos estão
atrasados e os verdes estão no
horário. Isso é uma grande barreira
para quem não enxerga uma cor.
O ideal é que essa informação
esteja acompanhada de recursos
adicionais, como um símbolo ou
texto”, explica Ferraz. Todas as
imagens do site devem conter
legendas ou descrições com texto.
Também é importante que a estru
tura do site tenha uma sequência
lógica de navegação, já que as fer
ramentas utilizadas por pessoas
cegas, como leitores de tela, leem
o código da página sempre na mes
ma ordem, de cima para baixo.
Ao contratar um desenvolvedor
de site para a sua empresa, busque
alguém com experiência em aces
sibilidade na web. “Não é qualquer
profissional que constrói sites que
consegue realizar uma avaliação de
acessibilidade de forma confiável,
por isso, é importante pedir para ver
os projetos que já foram feitos com
essa especificidade”, recomenda
Souza. Durante o processo de de
senvolvimento, também é funda
mental fazer testes com pessoas
com deficiência, para que eles pos
sam vivenciar problemas reais e
entender o que pode ser melhorado.
#PraCegoVer – A boa prática de acessibilidade que ganhou as redes sociais
A hashtag é uma iniciativa criada pela coordenadora de Educação Especial da Secretaria de
Educação da Bahia, Patrícia Braille, para conscientizar e mobilizar pessoas e marcas a
inserir a audiodescrição de imagens nos posts das mídias sociais. Veja algumas dicas para
adotar a hashtag:
• Diga qual é o tipo de imagem: fotografia, cartum, tirinha ou ilustração, por exemplo.
• Descreva a imagem da esquerda para a direita e de cima para baixo.
• Informe as cores: por exemplo, se fotografia tem tons de cinza, de sépia, se está em
branco e preto. Se a foto for colorida, não precisa informar.
• Descreva todos os elementos de um determinado ponto da foto e só depois passe para o
próximo ponto, criando uma sequência lógica.
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