REVISTA EQUALIZE - Nº 0 Revista TCC VERSÃO DIGITAL | Page 28
Foto: Lucas Campos
Foto: Mariana Simões
Badauí abriu as portas do bar e falou sobre como é importante focar na cultura
Como foi tocar no Rock in Rio,
em 2015, celebrando 20 anos
de banda?
Ali já é um patamar acima. Mos-
tra uma grandeza, um respeito
pelo trabalho e pela carreira. O
Rock in Rio realmente tratou o
CPM como uma banda de refe-
rência nacional. Foi super impor-
tante para a gente, para a nossa
carreira. E o Rock in Rio não está
muito preocupado com quem
está na mídia. Faz aquilo que eles
acreditam, mesmo sendo um fes-
tival que tem total ligação com a
Globo. Mas, foi uma experiência
incrível! E no palco principal né,
velho?! Isso que é foda!
Como foram os bastidores?
É um festival que eles agem como
os gringos. Respeitam os artistas e
o público, que tem conforto. Você
tem boas opções para pegar cer-
veja, para pegar comida. E para
entretenimento, o som é bom. De
onde você estiver na Cidade do
Rock você vai ouvir um som bom.
Tem telões para todos os lados,
bons camarotes... A estrutura do
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camarim, mano, perfeita! Tem
massagista, meu... Tem coisas
que eu nunca vi, sabe?! Tem um
garçom próprio para você. Você
fica no mesmo camarim, perto
das bandas que estão lá, todas as
bandas gringas juntas, todo mun-
do junto, e se respeitando. Isso aí é
como deveria ser sempre.
Qual foi o ápice da sua carreira:
RiR ou o Grammy de melhor ál-
bum de rock brasileiro em 2008
(com o disco Cidade Cinza )?
Ah, difícil, hein! O Grammy veio
num momento importante. A
gente já estava em rota de coli-
são com o nosso produtor. Ele já
estava meio desencanado, e a
gente já tinha mostrado que não
ia renovar com eles. O disco não
foi trabalhado tanto. E de repen-
te veio o Grammy. É um disco que
eu gosto muito, tenho o maior ca-
rinho. São momentos distintos. O
Rock in Rio também veio numa
hora muito boa, vivendo já essa
nova fase sem mídia, a banda
trabalhando por si própria... Não
sei cara, difícil!
Acha importante ter voz ati-
va politicamente, ajudando a
formar opinão dos jovens?
Claro! Mas eu não me posicio-
no fazendo campanha política,
porque o meu lado político é em
cima de ideias e de coisas que
eu acredito como o melhor. Seja
centro esquerda, centro direita,
não interessa. Claro que eu tenho
muito mais tendência ao centro
esquerda, porque eu gosto de li-
berdade. Eu quero que seja libe-
rado o plantio caseiro de canabis,
quero que as pessoas sejam livres
pra falar o que pensam, sem ter
consequências. Sou desse cami-
nho. E eu só falo disso em entre-
vista. Não faço posts porque re-
almente gera uma discussão que
não vai chegar a lugar nenhum.
Porque só se replica aquilo que
ouviu. Quase um copia e cola.
Curiosidade
Sabe porque a gravação do
DVD no Rock in Rio foi tão
especial? Pois foram os pró-
prios organizadores do festi-
val que os escolheram para
ter o material eternizado.
Isso mesmo! Ao contrário
do que muitos pensam, os
vídeos gravados no RiR não
são a pedido da banda ou
artista. Eles gravam todos,
escolhem a banda que me-
lhor representou o festival e
lançam o DVD.
Foto: Divulgação