REVISTA EQUALIZE - Nº 0 Revista TCC VERSÃO DIGITAL | Page 27
Como foi a recepção do público nos shows desse
novo CD? O pessoal está cantando bastante?
Sim, sim! Para mim é o melhor disco da banda. É
só que, de um modo geral, ainda tem muita gente
que não ouviu, até porque não está na televisão
mais. Não tem MTV para lançar o clipe. Agora é
quem se interessa mesmo pela banda. Apesar da
internet estar aí com tudo, ela está tão recheada de
porcaria que, às vezes, fica meio perdido no bolo,
sabe? Então as pessoas estão ouvindo aos poucos. O
disco saiu fez um ano e meio. Então, é recente. Mas,
no geral, as pessoas já estão curtindo as músicas e
cantando junto.
Mas o que faz mais sucesso no show da banda?
Claro que os clássicos são aquilo que muitas vezes
marcaram época de uma fase importante da vida
dos jovens. E aí, era aquela euforia daquele mo-
mento, da Tarde de Outubro, Um Minuto Para o
Fim do Mundo. Isso acontece com a gente, com as
bandas que a gente gost. Os discos antigos marca-
ram um momento que você tem mais emoção, tem
mais gana na vida, está buscando mais coisa.
Como é o seu processo de composição? Tem al-
guma técnica ou algum lugar especial?
Ah, eu gosto de fazer na minha casa mesmo. Esse
disco eu compus bastante com o Phil (guitarrista). O
Luciano (guitarrista) faz as músicas mais sozinho, ele
curte. Às vezes eu só completo uma letra ou outra
dele, ou ele manda uma base para mim e eu com-
pleto. Mas ele gosta de escrever já tocando. Com o
Phil foi a primeira vez que ele compôs junto. Fez
duas músicas que são os singles, Honrar Teu Nome,
a música é dele e a letra é minha, e Ser Mais Sim-
ples, que é inteira dele. Mas cara, eu gosto de escre-
ver bastante texto. O processo é difícil, mas é gostoso
de fazer.
Foto: Lucas Campos
Quais suas maiores influências?
Eu escuto punk rock desde dos 12
anos de idade. A primeira banda
que eu conheci foi The Clash, de-
pois foi Dead Kennedys, Ramones,
Toy Dolls... Aí têm as bandas bra-
sileiras Camisa de Vênus, Garotos
Podres... Eu andava de skate essa
época, comecei ouvindo isso. Aí a
partir daí, tudo o que veio eu fui
absorvendo. Mas eu sempre curti
reggae também. Todo esse uni-
verso mais alternativo. Indepen-
dente da sonoridade, eu sempre
gostei de música boa. Gosto de
jazz e de samba raiz. Meu pai
era desse movimento, só ouvia
isso. Então, de música brasileira
eu curto isso. Adoniran Barbosa e
Cartola, eu gosto bastante. Gosto
de música boa, no geral, mas o
que eu escuto mesmo, o meu lifes-
tyle, é o punk rock.
No palco, Badauí durante um show da
nova turnê; clássicos e novos hits
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