Revista Elas nov. 2019 | Seite 71

Carmen porém o interesse em levar o jogo para o lado profissional começou entre os anos de 2014 e 2015, quando ela viu o um time profissional atuando e, após isso, a gamer se apaixonou pela ideia de jogar o game profissionalmente. Tavares comenta que já sofreu preconceito no jogo. “Sofri com o machismo inúmeras vezes. É difícil adentrar nesse universo dos games que, infelizmente, ainda Imagem: Ingrid Peixoto contar com ninguém para ajudar. Já estive em momentos que precisei recorrer aos administradores do jogo e, obtive sucesso na denúncia. Mas, sei que muitas mulheres sentem-se desamparadas e, por isso, é importante outras pessoas se posicionarem a favor da equidade no jogo” Ambas dizem que os próprios desenvolvedores dos jogos podem mudar esse Imagem: Danilo Santana Vanessa Tavares em campeonato disputado junto com sua equipe de LOL é muito machista, sem ouvir pelo um menos “até que você joga bem para uma menina” ou “você deveria lavar a louça e não estar jogando”. Acho que quase todas as meninas já passaram por situações assim e isso é extremamente desmotivador”. Desirèe Assis é estudante de Jornalismo e joga LoL há 3 anos, ela revela que também já sofreu preconceito nos games. “Muitas vezes a comunidade é tóxica o bastante para propagar discursos sexistas. É horrível passar por essas situações e é ainda pior não poder cenário. Para Tavares, o interessante seriam as empresas, além de continuar incentivando as meninas a jogarem em times femininos, como já fazem, começarem também a buscar incentivar mais os times e competições mistas. Falta no cenário de quase todo jogo um time em que hajam homens e mulheres atuando e jogando juntos competitivamente, não apenas um ou o outro”. Já Desirèe acredita que os desenvolvedores podem fiscalizar mais os chats e conversas que acontecem nos jogos, 7 1