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mulheres são mais da metade do jogadores de
e-sports, no Brasil, o assédio e o machismo
com mulheres continuam acontecendo.
Neste ano, de 2019, um caso de
machismo no e-sport ganhou a mídia.
No dia 21 de junho, a streamer de games
conhecida como Gabi Catuzzo, postou em
seu twitter uma foto dela mesma montada
em um touro mecânico e na legenda ela
escreveu “eu tô montada no
chat”. Minutos após essa
postagem um usuário
do twitter respondeu
“pode montar em mim
à vontade”, a streamer
leu o comentário e deu
a sua réplica dizendo
“Sempre vai ter um
macho f* para falar m*
e sexualizar mulher até
quando a mulher tá fazendo
uma piada, né?. É por isso
que homem é lixo”. A postagem
acabou chegando aos Trending Topics
do Twitter minutos depois do ocorrido,
Catuzzo foi julgada por outros
homens que diziam que a
streamer generalizou ao dizer
que “todo homem é lixo”. Além
disso muitos usuários cobravam a
patrocinadora de Catuzzo para que eles
tomassem alguma posição sobre o ocorrido.
O posicionamento veio poucas horas depois,
de acordo com o comunicado divulgado, a
influencer havia perdido o patrocínio com
fabricante de hardwares.
Catuzzo tentou argumentar dizendo
que não costuma responder a pessoas que
fazem comentários ofensivos em posts
dela e que ela só ignora ou bloqueia a
pessoa.“Naquele caso e naquele dia, eu
estourei e fiz o comentário infeliz, que foi
interpretado de forma mais infeliz ainda por
muitos”. A influencer ainda disse que recebeu
ameaças e acabou ficando ausente da internet
durante alguns dias.
O machismo e o assédio com mulheres
em games é tão recorrente que muitas meninas
não usam “nicknames” (apelido, nome
pelo qual a pessoa é conhecida no jogo)
femininos e não jogam com
personagens femininas, para
não serem identificadas
como mulheres e assim
não sofrerem assédio.
No começo
do ano de 2018
uma
organizadora
de eventos chamado
Wonder Woman Tech
criou uma campanha,
com umas série de
youtubers
e
streamers,
intitulada “#MyGameMyName”
a campanha tinha como objetivo
explicitar casos de pessoas jogando
com nicks femininos e mostrar
o assédio e o machismo que
essas pessoas sofriam, apenas
pelo apelido feminino. A ideia era
mostrar para as pessoas esses assédios
e assim causar reflexão nas pessoas as
quais essas campanha chegasse. A campanha
ainda trazia como frases de efeito os dizeres
“Mais da metade dos gamers do mundo são
mulheres. Mas muitas delas se escondem em
nicks masculinos para evitar o machismo”.
Vanessa Tavares é jogadora de LoL
e atualmente, além de fazer faculdade de
administração, também faz parte da equipe
de jogadores do game na faculdade. Tavares
começou jogar League of Legends cedo,