Revista Elas nov. 2019 | Page 70

7 0 Imagem: mulheres são mais da metade do jogadores de e-sports, no Brasil, o assédio e o machismo com mulheres continuam acontecendo. Neste ano, de 2019, um caso de machismo no e-sport ganhou a mídia. No dia 21 de junho, a streamer de games conhecida como Gabi Catuzzo, postou em seu twitter uma foto dela mesma montada em um touro mecânico e na legenda ela escreveu “eu tô montada no chat”. Minutos após essa postagem um usuário do twitter respondeu “pode montar em mim à vontade”, a streamer leu o comentário e deu a sua réplica dizendo “Sempre vai ter um macho f* para falar m* e sexualizar mulher até quando a mulher tá fazendo uma piada, né?. É por isso que homem é lixo”. A postagem acabou chegando aos Trending Topics do Twitter minutos depois do ocorrido, Catuzzo foi julgada por outros homens que diziam que a streamer generalizou ao dizer que “todo homem é lixo”. Além disso muitos usuários cobravam a patrocinadora de Catuzzo para que eles tomassem alguma posição sobre o ocorrido. O posicionamento veio poucas horas depois, de acordo com o comunicado divulgado, a influencer havia perdido o patrocínio com fabricante de hardwares. Catuzzo tentou argumentar dizendo que não costuma responder a pessoas que fazem comentários ofensivos em posts dela e que ela só ignora ou bloqueia a pessoa.“Naquele caso e naquele dia, eu estourei e fiz o comentário infeliz, que foi interpretado de forma mais infeliz ainda por muitos”. A influencer ainda disse que recebeu ameaças e acabou ficando ausente da internet durante alguns dias. O machismo e o assédio com mulheres em games é tão recorrente que muitas meninas não usam “nicknames” (apelido, nome pelo qual a pessoa é conhecida no jogo) femininos e não jogam com personagens femininas, para não serem identificadas como mulheres e assim não sofrerem assédio. No começo do ano de 2018 uma organizadora de eventos chamado Wonder Woman Tech criou uma campanha, com umas série de youtubers e streamers, intitulada “#MyGameMyName” a campanha tinha como objetivo explicitar casos de pessoas jogando com nicks femininos e mostrar o assédio e o machismo que essas pessoas sofriam, apenas pelo apelido feminino. A ideia era mostrar para as pessoas esses assédios e assim causar reflexão nas pessoas as quais essas campanha chegasse. A campanha ainda trazia como frases de efeito os dizeres “Mais da metade dos gamers do mundo são mulheres. Mas muitas delas se escondem em nicks masculinos para evitar o machismo”. Vanessa Tavares é jogadora de LoL e atualmente, além de fazer faculdade de administração, também faz parte da equipe de jogadores do game na faculdade. Tavares começou jogar League of Legends cedo,