Revista Elas nov. 2019 | Page 72

Imagem:MyNameMyGame Jogadora de e-sports para campanha realizada pela My Name My Game acatar as denúncias e também reforçar nos anúncios publicitários o quanto prezam pelo respeito a todos os jogadores. Ela explica ainda que após realizarem as fiscalizações, podiam aplicar punições severas, como multas e banimentos. “Além disso, mudar a política do game - por exemplo, a não sexualização das skins femininas. Não seria legal segregar os públicos nos jogos mas, talvez, seja possível segregá-los nos campeonatos. Infelizmente, muitas mulheres não sentem coragem para se arriscar nestes e, por isso, seria interessante que os desenvolvedores elevassem as publicações com discursos entusiasmados, visando encorajá-las”, desabafa. Esse preconceito não está presente apenas no meio virtual. A estudante de administração diz que não se sente confortável na maior parte das situações em que participa de reuniões de jogadores de e-sports. “É muito dificil tirar da cabeça que não tem alguém te julgando, te subestimando e desacreditando no que você faz só por ser mulher”. Para ela quando se passa toda a vida vivenciando situações onde as pessoas questionam sobre seus gostos e habilidades nos games e isso acontece até em ambientes em que se acredita que as pessoas te apoiam, se torna quase impossível não se sentir acuada. “Ainda mais quando você ouve diversos relatos sobre assédio com mulheres nesse meio.” Apesar de o público feminino representar mais da metade dos jogadores de e-sports no Brasil o preconceito e o machismo seguem perseguindo a mulher gamer onde quer que ela esteja, porém é sempre importante lembrar que o lugar da mulher é onde ela quiser e se ela quiser jogar um game online ela é totalmente livre para isso. 7 2