do Boletim Epidemológico de HIV e Aids no
Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, entre
2006 e 2017, houve um aumento de 81% dos
casos de contaminação pelo Vírus da Imono-
deficiência Humana (HIV) em pessoas com
65 anos ou mais, tanto em homens quanto em
mulheres, sendo o Pará o Estado que lidera
esse índice.
Médicos e demais profissionais da
área da saúde podem e devem instruir seus
pacientes a manter certos cuidados na hora
do sexo, tendo em vista que a prevenção de
doenças na terceira idade é a mesma que em
pessoas jovens que iniciaram a vida sexual.
Mas o problema de fato é mais complicado
nos idosos, já que “a maior incidência de
DST nessa fase da vida decorre da vulnera-
bilidade do sistema imunológico, condição
inerente da velhice. Com isso, existe uma in-
tensificação dos sintomas e complicações em
curto prazo. Por alguns já possuírem doenças
crônicas e consequentemente utilizarem me-
dicamentos para essas enfermidades, essas
pessoas ficam mais debilitadas para novas
infecções”, explica a doutora.
“Por alguns já possuírem
doenças crônicas e conse-
quentemente utilizarem
medicamentos para essas
enfermidades, essas pes-
soas ficam mais debilita-
das para novas infecções”.
De acordo com a Cartilha do Idoso,
desenvolvida pelo Departamento de Ações
Programáticas e Estratégicas (DAPES), da
Secretaria de Atenção à Saúde (SAS), “as
pessoas não deixam de ter desejo sexual e prazer
devido à sua idade. (...) Algumas mulheres, após
parar a menstruação, podem apresentar perda
do interesse sexual, secura na vagina e na pele,
ardência durante a relação sexual, ficando mais
exposta às infecções vaginais. Mas o desejo
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também pode ser estimulado e preservado. Um
casal que respeita às limitações de cada um
saberá viver intensamente seus desejos e sua
sexualidade.” (p. 23).
“Um casal que respeita
às limitações de cada
um
saberá
viver
intensamente
seus
desejos e sua sexualidade”.
Mas, o mesmo documento faz um alerta:
“a idade não confere imunidade às pessoas con-
tra as doenças, seja qual for a sua origem, e tam-
pouco tira a capacidade de relacionar-se sexual-
mente com quem desejar. (...) [Porém] a crença
de que os idosos estavam livres de contraírem
essas doenças hoje cai por terra. Percebe-se que
são, na maioria, sexualmente ativos, abertos para
os prazeres da vida e que também necessitam de
atenção. Prevenir-se contra estas doenças é um
ato de responsabilidade, amor e cuidado por si e
pelo companheiro ou companheira” (p.24).
“Prevenir-se
contra
estas doenças é um ato
de
responsabilidade,
amor e cuidado por
si e pelo companheiro ou
companheira”
E é por essas e outras razões que ao
falarmos sobre sexualidade na terceira idade,
é importante encarar esse tema de forma
natural, já que as pessoas não perdem suas
habilidades sexuais, nem os seus desejos e
impulsos emocionais e físicos com o passar
do tempo. Mas assim como em todas as outras
faixas etárias, as precauções com o risco
de contágio de doenças também devem ser
tomadas por pessoas acima de 60 ou 65 anos
e, exames de rotina e consultas periódicas
são indicados.