Revista Elas nov. 2019 | Page 114

Com a popularização da música brasileira e seus mais diversos e diferentes ritmos, as mulheres foram crescendo e não tem intenção de recuar. Atualmente, meios como o pop e o sertanejo ganharam nomes de peso, mas elas estão por toda parte – inclusive no espaço universitário. Os tempos são outros, e, infelizmente, as dificuldades da mulher na indústria musical também. Ana Beatriz Frozoni Ribeiro é ex- aluna de Design na UNESP, campus de Bauru. Mas ela também é conhecida como DJ Fifonha, artista profissional que ganhou destaque nas festas universitárias. Sua carreira começou em 2014, e nem tudo foram flores desde então. “No começo muito poucos me apoiavam. Eu precisei contar com a ajuda das repúblicas de Bauru porque a Atlética não me dava espaço, meu curso não me dava espaço. Quando estourou foi porque os meninos [das repúblicas] me colocavam para tocar nas festas grandes, até que eu cheguei no CarnaIlha. Ser mulher, nesse quesito, nunca me ajudou em nada”, relata. “ Pra mim, no meio universitário a desigualdade não é menor. É igual ” 1 14 Grandes e pequenas Ana Beatriz Frozoni Ribeiro, a DJ Fifonha E, ainda que o meio universitário tenha essa imagem de mais “politizado”, a desigualdade continua existindo. “Eu enfrentei muito [situações de desigualdade]. Tem amigos meus que começaram bem depois e chegaram em festas maiores muito antes. Na minha opinião, não tem menos desigualdade [no meio universitário], só é mais velada”, diz DJ Fifonha.