Com a popularização da música
brasileira e seus mais diversos e diferentes
ritmos, as mulheres foram crescendo e não
tem intenção de recuar. Atualmente, meios
como o pop e o sertanejo ganharam nomes
de peso, mas elas estão por toda parte –
inclusive no espaço universitário.
Os tempos são outros, e, infelizmente,
as dificuldades da mulher na indústria
musical também.
Ana Beatriz Frozoni Ribeiro é ex-
aluna de Design na UNESP, campus de
Bauru. Mas ela também é conhecida como
DJ Fifonha, artista profissional que ganhou
destaque nas festas universitárias. Sua
carreira começou em 2014, e nem tudo
foram flores desde então. “No começo
muito poucos me apoiavam. Eu precisei
contar com a ajuda das repúblicas de Bauru
porque a Atlética não me dava espaço, meu
curso não me dava espaço. Quando estourou
foi porque os meninos [das repúblicas] me
colocavam para tocar nas festas grandes, até
que eu cheguei no CarnaIlha. Ser mulher,
nesse quesito, nunca me ajudou em nada”,
relata.
“
Pra mim, no meio
universitário a
desigualdade não
é menor. É igual
”
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Grandes e pequenas
Ana Beatriz Frozoni Ribeiro, a DJ Fifonha
E, ainda que o meio universitário
tenha essa imagem de mais “politizado”,
a desigualdade continua existindo. “Eu
enfrentei muito [situações de desigualdade].
Tem amigos meus que começaram bem
depois e chegaram em festas maiores muito
antes. Na minha opinião, não tem menos
desigualdade [no meio universitário], só é
mais velada”, diz DJ Fifonha.