Profissões
As novas tecnologias chegaram, e
músicas consideradas populares ganharam
reconhecimento. O rock explodiu nos Estados
Unidos e no mundo todo. Nomes como Janis
Joplin e Joan Jett marcaram os anos 60 e 70,
no entanto, elas não são lembradas como
símbolos, apesar de seu trabalho ter sido
igualmente significativo.
É tudo sobre as oportunidades e o
imaginário popular enraizado. Desde sempre,
homens têm mais oportunidades que mulheres,
para mostrar seu trabalho, ser reconhecido. O
machismo impregnado em nossa sociedade
nos faz pensar, mesmo inconscientemente,
que trabalhos de homens são melhores, mais
importantes. Tornou-se algo natural relacionar
grandes feitos à homens, até mesmo no
cenário musical. Há registros de algumas das
músicas tocadas pelas tribos indígenas antes
da colonização. Em seguida, a chegada dos
africanos escravizados pelos europeus, e a
mistura do erudito com o ritmo afro começou
a moldar o arranjo brasileiro.
Em termos de indústria musical, as
coisas só passaram a andar em 1900, com a
criação de casas de shows. Posteriormente, a
popularização do rádio permitiu que diversos
artistas estreiassem e ganhassem notoriedade.
Finalmente, a chegada da MTV no Brasil
fez explodir o ritmo nacional no nosso país.
Bossa-nova, Tropicália, Jovem Guarda, MPB
e Rock. Mais tarde, o pop, o axé e o sertanejo.
Finalmente as mulheres começaram a ganhar
voz e espaço. Carmen Miranda e Nara Leão
deram início ao movimento, e o advento do
MPB, logo em seguida, veio com força por
Elis Regina, Maysa e Maria Bethânia.
Gal Costa no Tropicalismo, Rita Lee e
Cássia Eller no surgimento do rock brasileiro.
A partir de então, outros grandes nomes
femininos marcaram os mais variados ritmos
nacionais. Hoje em dia, axé, sertanejo, pop
e funk estão muito bem representados pelas
nossas mulheres.
A icônica performance de Beyónce no VMA 2014 provou definitivamente
que mulheres vieram para ficar no cenário musical
1 13