Revista Elas nov. 2019 | Seite 113

Profissões As novas tecnologias chegaram, e músicas consideradas populares ganharam reconhecimento. O rock explodiu nos Estados Unidos e no mundo todo. Nomes como Janis Joplin e Joan Jett marcaram os anos 60 e 70, no entanto, elas não são lembradas como símbolos, apesar de seu trabalho ter sido igualmente significativo. É tudo sobre as oportunidades e o imaginário popular enraizado. Desde sempre, homens têm mais oportunidades que mulheres, para mostrar seu trabalho, ser reconhecido. O machismo impregnado em nossa sociedade nos faz pensar, mesmo inconscientemente, que trabalhos de homens são melhores, mais importantes. Tornou-se algo natural relacionar grandes feitos à homens, até mesmo no cenário musical. Há registros de algumas das músicas tocadas pelas tribos indígenas antes da colonização. Em seguida, a chegada dos africanos escravizados pelos europeus, e a mistura do erudito com o ritmo afro começou a moldar o arranjo brasileiro. Em termos de indústria musical, as coisas só passaram a andar em 1900, com a criação de casas de shows. Posteriormente, a popularização do rádio permitiu que diversos artistas estreiassem e ganhassem notoriedade. Finalmente, a chegada da MTV no Brasil fez explodir o ritmo nacional no nosso país. Bossa-nova, Tropicália, Jovem Guarda, MPB e Rock. Mais tarde, o pop, o axé e o sertanejo. Finalmente as mulheres começaram a ganhar voz e espaço. Carmen Miranda e Nara Leão deram início ao movimento, e o advento do MPB, logo em seguida, veio com força por Elis Regina, Maysa e Maria Bethânia. Gal Costa no Tropicalismo, Rita Lee e Cássia Eller no surgimento do rock brasileiro. A partir de então, outros grandes nomes femininos marcaram os mais variados ritmos nacionais. Hoje em dia, axé, sertanejo, pop e funk estão muito bem representados pelas nossas mulheres. A icônica performance de Beyónce no VMA 2014 provou definitivamente que mulheres vieram para ficar no cenário musical 1 13