Revista Educar FCE EDUCAR FCE 6ED VOL1 - 23-06-207 | Page 424
do mundo maior dos meus que implica na ação e na de língua portuguesa. Seu
pais” (1982 p. 14-15). Na reflexão dos homens sobre primeiro passaporte brasileiro
época de faculdade, lecionava o mundo para transformá- foi obtido em 1979, depois
Língua Portuguesa no Colégio lo”, (1970, p.38). de quase dezesseis anos de
Oswaldo Cruz, onde em 1947 Em 1963 Freire foi exílio, retornando ao Recife
assumiu o cargo de diretor encarcerado como traidor em 1980, seu desafio foi
de escola. Em seguida foi acusado de atividades reaprender o pais e resgatar
superintendente do setor de subversivas por setenta dias os planos que ele havia
educação e cultura do Serviço e foi forçado a exilar-se, indo deixado. Com sua volta ao
Social da Indústria, quando para a Bolívia e mais tarde Brasil passa a lecionar na
teve contato com a educação para Santiago do Chile, lá UNICAMP – (Universidade
de adultos e trabalhadores, ficou aproximadamente cinco Estadual de Campinas) e
percebendo a carência do anos, retornando sua prática na Universidade Católica de
Brasil em melhorias na pedagógica e escrevendo seu São Paulo. Quando o partido
educação e alfabetização primeiro livro comercialmente dos trabalhadores assume
deste segmento da população. publicado, “Educação como a Prefeitura de São Paulo,
Em 1958 firmou-se como Prática de Liberdade” (1967), Freire tornou-se secretário da
educador progressista no como também sua obra educação e empenhou-se em
II Congresso Nacional de mais conhecida, “Pedagogia movimentos de alfabetização.
Educação de adultos no Rio do Oprimido”. Em 1966, Em 1993 teve seu nome em
de Janeiro. Nos anos sessenta participou de seminários e fez uma das indicações ao Prêmio
participou do Movimento conferências no México. Em Nobel da Paz. Em 1996 fez
de Cultura Popular (MCP) 1967, visita aos Estados Unidos sua última
que foi criado devido à sua a convite de universidades obra, “Pedagogia da
preocupação com os povos norte-americanas. Mudou-se Autonomia” onde apresenta
que não traziam posse de para Genebra na Suíça, com propostas de práticas pedagógicas
nada, viviam vidas humildes, liberdade para desenvolver como forma de construir a
com salários inferiores e experiências fora do país, autonomia dos educandos,
sem condições de obter sendo professor universitário valorizando e respeitando
uma educação. Como base, e consultor levou suas sua cultura e seu acúmulo
utilizava sua crença na ideias e seu método para de conhecimentos empíricos
educação libertadora. “A a Ásia, Oceania, América junto à sua personalidade.
libertação autêntica é práxis e, sobretudo para a África O mestre que saiu
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ABRIL | 2017