incluindo as pessoas com deficiência deficientes. Faz-se necessário um acompanhamento sistemático para que o mesmo seja concretizado na prática do dia a dia escolar, tendo em vista que sendo um instrumento de planejamento e avaliação, precisa ser revisitado pela equipe escolar sempre que necessário, verificando se suas metas as quais foram definidas a curto, médio e longo prazo, estão sendo cumpridas, caso contrário reavaliar, envolvendo, se possível os responsáveis pelos alunos com deficiência.
Na perspectiva da educação inclusiva temos que considerar que é necessário um novo olhar, pois a inclusão não se trata apenas de efetuar a matrícula, depende de ações de todos os envolvidos, tendo em vista que o processo de inclusão é muito complexo, nesse sentido Sanchez afirma:
„ Esta visa apoiar as qualidades e necessidades de cada um e de todos os alunos da escola.
Enfatizando a necessidade de se pensar na heterogeneidade do alunado como uma questão normal do grupo / classe e pôr em macha um delineamento educativo que permita aos docentes utilizar os diferentes níveis instrumentais e atitudinais como recursos intrapessoais e interpessoais que beneficiem todos os alunos.”( SANCHEZ, 2005, p. 12).
Outros desafios também são perceptíveis, principalmente no sentido da verificação da eficácia e a eficiência na educação especial, com relação ao preparo dos profissionais. Eficácia significa alcançar os resultados pretendidos, enquanto a eficiência diz respeito a fazer algo da melhor forma possível, portanto, percebemos que com relação à inclusão, os profissionais estão despreparados para atender esse público alvo, no aspecto do exercício da docência Pimenta( 2005, p. 17-18) cita o que se espera do curso de formação:
[...] espera-se da licenciatura que desenvolva nos alunos conhecimentos e habilidades, atitudes e valores que lhes possibilitem permanentemente irem construindo seus saberesfazeres docentes a partir das necessidades e desafios que o ensino como prática social lhes coloca no cotidiano.
Bueno( 1999, p. 18), afirma que ainda é pouco inserir na formação inicial desses profissionais:
“ conteúdos e disciplinas que permitam uma capacitação básica para o atendimento de portadores de necessidades especiais”( Brasil / MEC, p. 59), pois a eterna indefinição sobre a sua formação, aliada a fatores macrossociais e de políticas educacionais, tem produzido professores com baixa qualidade profissional.
Sendo a escola um espaço de formação, é necessário que estes profissionais tenham a oportunidade de refletir sobre suas reais necessidades com relação à prática pedagógica no atendimento aos alunos com deficiência. De acordo com Candau( 1997, p. 57),
ABRIL | 2017
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