OS DESAFIOS DA INCLUSÃO PARA O EDUCADOR
OS DESAFIOS DA INCLUSÃO PARA O EDUCADOR
Ao longo dos séculos, a profissão professor vem sendo pautada por um caminho que oscila entre modelos que levam em conta conhecimentos fundamentais e modelos práticos que são considerados relevantes como os métodos e as técnicas.
Atualmente o docente precisa ter o domínio e a compreensão ampla do processo de ensinar e aprender que são aspectos fundamentais do conhecimento pedagógico. Mas ainda, é extrema importância considerar que a trajetória de vida tanto pessoal como profissional, as crenças e a concepção de educação, mundo e infância, são fatores decisivos e que influenciam o fazer pedagógico cotidianamente.
O professor é um profissional que trabalha com a diversidade, tendo a responsabilidade de desenvolver com êxito as aprendizagens nas múltiplas capacidades dos alunos, e não apenas à transmissão de conhecimento, implicando a atuação do profissional, não meramente técnico, mas também intelectual e político.
Perrenoud( 1993) explicita que há necessidade de reformulações na formação inicial do professor de ensino básico. Ele aponta um grande idealismo nestes cursos e para o fato de que grande parte do que se aprende não é possível ser aplicado na prática com os alunos, visto que muitos formadores desconhecem a realidade da sala de aula, das escolas e do sistema educacional. Porém não existem formulas mágicas, mesmo porque cada educando é único, assim como são únicas as diferentes e dificuldades nas situações de aprendizagem.
Segundo Prieto( 2006, p. 57) a formação continuada do professor deve ser um compromisso dos sistemas de ensino que estejam comprometidos com a sua qualidade, assegurando que os professores estejam aptos a elaborar e implantar novas propostas e práticas de ensino para responder às características de seus alunos, inclusive àqueles com necessidades educacionais especiais.
De acordo com Glat e Nogueira( 2002, p. 25) na formação acadêmica dos professores, é preciso desenvolver a possibilidade de“ analisar, acompanhar e contribuir para o aprimoramento dos processos regulares de escolarização”, considerando as diferenças entre os alunos e atendendo-o às mesmas.
Os alunos com deficiência têm a capacidade de compreender e analisar o que acontece a sua volta,
360 ABRIL | 2017