INTRODUÇÃO
sobre os projetos de ensino à distância mais associados à educação de jovens e adultos, com base na análise das práticas e dos procedimentos didáticos apresentados nos sites das instituições educacionais pesquisadas. Propõe igualmente uma categorização das competências desejáveis para o desenvolvimento de uma aprendizagem mais autônoma e significativa e uma reflexão sobre os desafios a enfrentar para atingir este objetivo.
Palavras-chave: Educação de Jovens e Adultos; Educação a Distância; Aprendizagens Autônomas e Significativas.
INTRODUÇÃO
É indiscutível a expansão quantitativa e qualitativa pela qual os programas educacionais que adotam o modelo de EaD vêm passando na última década, em grande parte, resultante do avanço das tecnologias de comunicação e informação, da ampliação do acesso à internet e da incorporação das novas TICs ao contexto educacional. Essa realidade vem ao encontro de políticas públicas de ampliação do acesso à educação formal e continuada, possibilitando maior capilaridade da oferta num país de dimensões continentais como é o Brasil. Contudo, também se observa que essa expansão ainda precisa avançar, em particular, no que se refere aos aspectos qualitativos relacionados à interatividade multifacetada, aluno-conteúdo, alunos-tutores e alunos-alunos, portanto, verifica-se uma qualificação não homogênea da EaD para todos os segmentos em que ela é utilizada.
Filatro( 2013, p. 127) destaca que a web 2,0 contextualiza-se com um novo conceito de aprendizado eletrônico nos quais“ os sistemas de aprendizagem deixam de ser ferramentas para a entrega e consumo de conteúdos” e tornam-se“ centros de aprendizagem pessoal conectados à rede mundial de computadores”, apoiando-se igualmente numa“ cultura de compartilhamento”. Isso favorece a construção coletiva do conhecimento, mas estão mais presentes em modelos“ colaborativos” e“ imersivos” voltados a um público com maior autonomia e as competências prévias para acessar, produzir, editar e publicar conteúdos digitais. Além disso, a autora destaca que cursos nesse formato demandam maiores investimentos em infraestrutura e recursos humanos, uma vez que tanto alunos como educadores devem ter altos níveis de competências tecnológicas e participar de estratégias de aprendizagem mais elaboradas. Esse não é o contexto que caracteriza a realidade da EJA.
Levando em conta pressupostos teóricos, o perfil do público da EJA e das
340 ABRIL | 2017