Revista Educar FCE EDUCAR FCE 6ED VOL1 - 23-06-207 | страница 334

são novamente definidas as relações entre conhecimento a ser ensinado, o poder do professor e a forma de exploração das tecnologias disponíveis para garantir melhor aprendizagem dos alunos.”( BRITO; PURIFICAÇAO, 2008, p 19).
Com a dinamização das relações sociais propiciadas pelos novos veículos de comunicação, a escola pode beneficiar-se ao inserir tais mecanismos como parte integrante do processo de aprendizagem, possibilitando novas realidades às salas de aula em diferentes contextos.
As novas Tecnologias da Informação e Comunicação( TICs), sobretudo a televisão e o computador, movimentaram a educação e provocam novas mediações entre a abordagem do professor, a compreensão do aluno e o conteúdo veiculado. A imagem, o som e o movimento oferecem informações mais realistas em relação ao que está sendo ensinado. Quando bem utilizadas, provocam a alteração dos comportamentos de professores e alunos, levandoos ao melhor conhecimento e maior aprofundamento do conteúdo estudado.( KENSKI, 2008, p 45)
Diversos produtos tecnológicos têm sido introduzidos nas escolas públicas e privadas do país, como data shows, computadores, netbooks, notebooks, desktops, equipamentos com tecnologia bluetooth, softwares escolares, programas do pacote office, com destaque para apresentações em powerpoint, apresentações em prezi, armazenamento em nuvem, portais educacionais, aplicativos educacionais como o plickers, ferramentas do google drive entre outros. Porém, a velocidade em que tais novidades têm se apresentado em salas, ainda é muito lenta. A situação da maioria das escolas ainda é de pouco aproveitamento de tais tecnologias.
Infelizmente a realidade atual é de distanciamento frente às tecnologias. Mesmo quando utilizadas como recurso didático, ainda não tem conseguido atingir todas as suas possibilidades de ampliação dos conteúdos e habilidades a serem desenvolvidos junto aos discentes.” Por mais que as escolas usem computadores e internet em suas aulas, estas continuam sendo seriadas, finitas no tempo, definidas no espaço restrito das salas de aula, ligadas a uma única disciplina e graduadas em níveis hierárquicos e lineares de aprofundamento dos conhecimentos em áreas específicas do saber.”( KENSKI, 2008, p 45)
Um dos principais problemas deve-se ao distanciamento do docente e de sua prática de tais mecanismos. A relação entre a transposição didática e sua relação com as novas tecnologias é complexa e muito trabalhosa, além de não serem, por si só a garantia de bons resultados educacionais ou da melhoria dos ambientes escolares. Contudo, não podem ser
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