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Defendeu!
Em algum lugar do Brasil, um acadêmico de graduação ou pós contribui com novas
informações para nossa aquicultura.
Nome do acadêmico: Suélen Serafini
Orientador: Prof. Dr. Dilmar Baretta
Co-orientador: Prof. Dr. Aleksandro Schafer da Silva
Instituição: Programa de Pós-Graduação em Zootecnia (PPG-
ZOO), Universidade do Estado de Santa Catarina/UDESC
Título da dissertação:
Antiparasitários à base de eprinomectina e seus efeitos
tóxicos sobre peixes de água doce
Introdução: Estudos científicos realizados em
diversos países demonstram que uma grande varie-
dade de moléculas que são princípios ativos em me-
dicamentos veterinários (exemplo: antiparasitários),
podem causar efeitos negativos nos animais aquáti-
cos, como: redução da sua reprodução, prejuízo no
desenvolvimento corporal e fisiológico, além de al-
terações comportamentais, podendo levar à morte.
E como estas moléculas nocivas que compõem an-
tiparasitários, por exemplo, podem chegar à água
e afetar estes organismos? Estas moléculas podem
chegar à água de diversas maneiras, dentre elas:
• Uso não recomendado de antiparasitários, pois
é comum que produtores aquícolas utilizem medica-
mentos de outras espécies em peixes. Não havendo
uma recomendação técnica, os efeitos podem ser a
poluição dos meios de cultivo e do meio ambiente,
consequentemente;
• Descarte inadequado de sobras do antiparasitário
ou embalagens;
• Uso de dejetos animais que contenham resíduos
farmacológicos do antiparasitário como fertilizantes or-
gânicos no solo. A carreação de substâncias poluentes
aos corpos d’água pode ocorrer por percolação ou lixi-
viação, favorecidos pelas chuvas;
• Uso de dejetos animais que contém resíduos far-
macológicos para a fertilização de viveiros aquícolas.
• Entrada de animais na água após aplicação de uma
formulação antiparasitária pour-on.
Um dos grupos de moléculas mais utilizadas na me-
dicina humana e animal, na agricultura e na indústria
em escala global é o grupo das lactonas macrocíclicas.
Este grupo comporta a família das avermectinas, da
qual faz parte a molécula ivermectina, muito conheci-
da e utilizada por produtores rurais, apesar dos regis-
tros negativos desta molécula sobre peixes. A eprino-
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mectina é outra molécula que faz parte desta família.
A eprinomectina apresenta amplo espectro de ação
e é recomendada para uso veterinário, principalmen-
te para o controle e tratamento de parasitos internos
(endoparasitos) e externos (ectoparasitos), estando
presente em formulações de medicamentos injetá-
veis e pour-on para animais de grande e médio porte.
Uma característica muito importante desta molécula
é a sua maior solubilidade em água quando compa-
rada à ivermectina, ou seja, ela se mistura facilmente
com água. Sua maior solubilidade em água pode fa-
cilitar a entrada da mesma em ambientes aquáticos.
Figura 1.
Estrutura
química da
eprinomectina.
Objetivo:
Os efeitos tóxicos da eprinomectina em
organismos aquáticos não são muito conhecidos, por
isso o objetivo do estudo foi avaliar os efeitos da epri-
nomectina no fígado e cérebro de jundiás (Rhamdia
quelen), assim como alterações no comportamento
natural destes peixes, após 24 e 48 horas de exposição
à eprinomectina, assim como após 48 horas de recu-
peração em água livre de eprinomectina.
Materiais e métodos: Para isso, foram utilizadas
concentrações abaixo da dose recomendada para bo-
vinos, isto é, abaixo de 0,36 mg de eprinomectina por
kg de peso vivo, indicada em formulações injetáveis; ou
0,5 mg de eprinomectina por kg de peso vivo, indicada
em formulações pour-on.