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do seu valor, e os geneticistas quantitativos a conside- ram depreciável. Conhecer o valor destes efeitos e sua proporção dentro da variabilidade fenotípica é o que vai nos dizer a melhor e mais eficiente estratégia a adotar em um programa de melhoramento. A essa proporção se a denomina HERDABILIDADE. Relacionando o tema com a coluna anterior, quando maior for a variabilida- de inicial da população base, maior poderá ser a va- riação genética aditiva inicial (maior número de alelos atuando sobre o fenótipo de interesse), sendo maior a possibilidade do uso da estratégia de SELEÇÃO nos programas de melhoramento. 2019 em função dos efeitos da combinação de alelos, ou seja, os efeitos de dominância. Quando a variância aditiva é baixa, as populações não responderão efi- cientemente à seleção. Se a variância aditiva é baixa, quer dizer que a variância de dominância é alta. Nesse caso, teremos que abdicar da SELEÇÃO e fazer uso do CRUZAMENTO. A exploração da variância gené- tica de dominância é o princípio básico da hibridação de populações, podendo ser intraespecífica ou inte- respecífica. Temos ainda a variância genética de epis- tasia, que nada mais é do que o efeito da interação de alelos de diferentes genes na caraterística de interesse. A variância genética de epistasia é de difícil estimativa 57