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Aos 20 anos, estagiei na cozinha de um restaurante em Lisboa e apaixonei-me pela adrenalina. Ainda terminei o curso de Gestão, mas nunca mais deixei de trabalhar em cozinha. Quando terminei a universidade, fui para a conceituada Escola Le Cordon Bleu, em Paris, e iniciei a minha carreira já muito ligada à cozinha.

Mais tarde, criei este projeto na restauração – Comer o Mundo - depois de ter realizado uma volta ao mundo com a Maria, a minha mulher. Viajámos por 26 países em 14 meses e quisemos descobrir e experimentar os sabores e os cheiros dos locais que íamos visitando. Percebemos nesta viagem que o meu contributo iria passar por trazer os sabores do mundo para Portugal. Dar mundo a Portugal. Quando voltei, trouxe muito desse mundo para os meus restaurantes. Todos têm muitas influências dos locais por onde passámos, respeitando as tradições, mas com a minha visão e interpretação dos sabores.

- Como surgiu o primeiro restaurante?

O primeiro restaurante deste projeto foi precisamente O Talho. Abri este restaurante no início de 2013 e nasceu da vontade de inovar e encontrar novas formas de saborear a carne.

Quando cheguei a Portugal da viagem, percebi que tinha de fazer algo diferente. Não gosto de fazer o que os outros fazem e decidi pensar num espaço em que pudesse inovar. Reparei que a área dos talhos estava muito estagnada, eram todos iguais há anos. Portanto, decidi começar por criar um conceito de talho diferente.

Surgiu o conceito de juntar a cozinha ao talho, de uma forma cosmopolita, com bom gosto e pensado para chegar à casa das pessoas. Facilitar o dia a dia dos clientes, ter produtos que não há em mais nenhum espaço, diferentes, com novas formas de trabalhar os produtos tradicionais portugueses, como é o caso dos croquetes de cozido à portuguesa.

"Percebemos nesta viagem que o meu contributo iria passar por trazer os sabores do mundo para Portugal. Dar mundo a Portugal. Quando voltei, trouxe muito desse mundo para os meus restaurantes."

Quando cheguei a Portugal da viagem, percebi que tinha de fazer algo diferente. Não gosto de fazer o que os outros fazem e decidi pensar num espaço em que pudesse inovar. Reparei que a área dos talhos estava muito estagnada, eram todos iguais há anos. Portanto, decidi começar por criar um conceito de talho diferente.

Surgiu o conceito de juntar a cozinha ao talho, de uma forma cosmopolita, com bom gosto e pensado para chegar à casa das pessoas. Facilitar o dia a dia dos clientes, ter produtos que não há em mais nenhum espaço, diferentes, com novas formas de trabalhar os produtos tradicionais portugueses, como é o caso dos croquetes de cozido à portuguesa.

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