RELATÓRIO FINAL DA SUBCOMISSÃO DA VERDADE NA DEMOCRACIA Relatório Final Desaparecimento Forçado na Democ | Page 11

Em seguida, apresentará a obrigação do Estado em investigar os desaparecimentos, a construção de um levantamentos de dados obtidos na tentativa de ser traçar um perfil do desaparecimento forçado e de suas vítimas diretas ante a ausência de dados oficiais precisos sobre o tema. Serão analisados ainda casos paradigmáticos de desaparecimento forçado com foco nas investigações e procedimentos judiciais adotados. Em sequência, trará um capitulo sobre a burocracia do esquecimento que não faz justiça nem as vítimas diretas nem indiretas, apresentar-se-á nesse momento o quanto as falhas na atuação das instituições torna possível que pessoas se tornem desaparecidas mesmo que seu corpo tenha sido encontrado pelo Estado. No fim, são apresentadas de modo sucinto iniciativas tidas como “boas práticas” que merecem serem levadas em consideração na formação de um política pública eficaz contra os desaparecimentos em geral e os desaparecimentos forçados em particular. O relatório apresenta ainda considerações finais, recomendações às instituições públicas e um conjunto importante de documentos em anexo. A Subcomissão da Verdade na Democracia espera com ele contribuir para a construção da memória da violência de Estado no Rio de Janeiro quando se trata do desaparecimento forçado de pessoas. O esquecimento é em sim uma violação de direitos, pois produz o apagamento das histórias de vida e produz uma memória coletiva entrecortada, onde apenas parte da realidade é conhecida, sendo outra, condenada a um apagamento que legitima a perpetuação das violências e violações. É inadmissível num Estado Democrático de Direito a permanência do racismo institucional estruturante de políticas públicas de violação de direitos. As vítimas diretas e indiretas do desaparecimento forçado são cidadãs deste estado como quaisquer outras e merecem ser tratadas com a dignidade e o respeito imposto pela lei. 11