Reflexões sobre Educação Volume 1 | Page 98

Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo
ficam, social e historicamente, como masculinos ou femininos e assim constroem suas identidades de gênero( LOURO, 2007, p. 26).
Um exemplo de construção social de gênero é como escolhemos as cores para as roupas dos bebês, sendo azul para meninos e rosa para meninas, entre outras distinções que fazemos sem uma explicação plausível, mas justificamos e reafirmamos as características biológicas em detrimento da construção social e cultural dos sujeitos. Assim, as distinções vêm servindo ao patriarcado e a heteronormatividade como forma de criar uma identidade fixa em que a maioria das vezes não corresponde à vida adulta e as escolhas possíveis. Esse modo de ver as pessoas de maneira binária reforça as características violentas para os meninos e a fragilidade, futilidade, dependência para as meninas Em ambos os casos paradoxalmente produz sentimentos de frustração e impotência para ambos, só que os meninos ainda têm um componente de uma falsa superioridade, caso não seja o homem ideal, imagem e semelhança de Deus, provedor dos recursos.
Para concluir essa reflexão entendo que o feminismo é uma maneira de empoderamento para as mulheres, e que ao se empoderar podemos juntamente com os homens tomar decisões, em todas as esferas da sociedade. Não podemos mais educar meninas para ficar em condição de subordinação. Por considerar todas estas conquistas e lutas, a escola não pode mais criar espaços de segregação, por exemplo, a organização, a fila, não precisa ser separada por sexo, as atividades pedagógicas não devem ter sexo, cor não tem sexo, banheiro deve ter privacidade, mas não precisa ser separado por sexo. Nos processos de construção social e nas interações formativas,“ temos o direito a ser iguais sempre que a diferença nos inferioriza; temos o direito a ser diferentes sempre que a igualdade nos descaracteriza”( Sousa Santos, 2006, p.