Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo
menos”, entre outros que nos fazem (re) pensar a nossa exis-
tência.
As Feministas consideram que já é hora de a sociedade
reagir contra as desigualdades no mundo do trabalho, com o
feminicídio, a cultura do estupro, a violência doméstica, em
relação à dominação do corpo feminino e especificamente ter
garantias sobre a gestação. Temos dois pontos importantes a
destacar, sendo o primeiro, o parto humanizado e os direitos
para uma infância saudável, o segundo, se refere ao direito
de decidir sobre ser ou não mãe, e aí entra a discussão do
aborto, quando justificamos o direito de decisão, baseado na
concepção de que o corpo é âmbito da pessoa e a descrimina-
lização, pois o indivíduo não comete crime contra si e ainda
apenas as mulheres são punidas, isto é, a Lei não prevê puni-
ção para os homens. Como já mencionado, o feminismo bus-
ca maneiras de fragilizar e questionar a ordem perversa da
sociedade patriarcal, heteronormativa e capitalista que infli-
gem vários sofrimentos e sentimentos de impotência.
Os feminismos, - no plural, pois além da diversidade de
mulheres, também existem muitas maneiras de compreendê-
lo, vem sendo divulgado principalmente pelas redes sociais,
o que é muito importante, contudo, não deve ficar restrito às
redes sociais e por conta da mídia comercial. Em outra di-
mensão formativa, relacionado a isso, a escola precisa auxili-
ar as crianças e aos jovens a compreender melhor a existência
humana e a multiplicidade cultural. Segundo Hall (1997), a
cultura é central não porque ocupe um centro, uma posição
única e privilegiada, mas porque perpassa tudo o que acon-
tece nas nossas vidas e todas as representações que fazemos
desses acontecimentos. Notamos ao questionar o que está
naturalizado no que se refere às mudanças culturais, geral-
mente produzem conflitos, pois necessitam quebrar e rever