Reflexões sobre Educação Volume 1 | Page 96

Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo menos”, entre outros que nos fazem (re) pensar a nossa exis- tência. As Feministas consideram que já é hora de a sociedade reagir contra as desigualdades no mundo do trabalho, com o feminicídio, a cultura do estupro, a violência doméstica, em relação à dominação do corpo feminino e especificamente ter garantias sobre a gestação. Temos dois pontos importantes a destacar, sendo o primeiro, o parto humanizado e os direitos para uma infância saudável, o segundo, se refere ao direito de decidir sobre ser ou não mãe, e aí entra a discussão do aborto, quando justificamos o direito de decisão, baseado na concepção de que o corpo é âmbito da pessoa e a descrimina- lização, pois o indivíduo não comete crime contra si e ainda apenas as mulheres são punidas, isto é, a Lei não prevê puni- ção para os homens. Como já mencionado, o feminismo bus- ca maneiras de fragilizar e questionar a ordem perversa da sociedade patriarcal, heteronormativa e capitalista que infli- gem vários sofrimentos e sentimentos de impotência. Os feminismos, - no plural, pois além da diversidade de mulheres, também existem muitas maneiras de compreendê- lo, vem sendo divulgado principalmente pelas redes sociais, o que é muito importante, contudo, não deve ficar restrito às redes sociais e por conta da mídia comercial. Em outra di- mensão formativa, relacionado a isso, a escola precisa auxili- ar as crianças e aos jovens a compreender melhor a existência humana e a multiplicidade cultural. Segundo Hall (1997), a cultura é central não porque ocupe um centro, uma posição única e privilegiada, mas porque perpassa tudo o que acon- tece nas nossas vidas e todas as representações que fazemos desses acontecimentos. Notamos ao questionar o que está naturalizado no que se refere às mudanças culturais, geral- mente produzem conflitos, pois necessitam quebrar e rever