Reflexões sobre Educação – Nº 01 – 2017
1.
O conceito de Docência Compartilhada na ex-
periência do Programa Escola da Terra ressignificou o fazer
docente; docência e compartilhamento não são apenas infle-
xões possíveis, mas correlações necessárias para outro senti-
do de liberdade diferente da liberdade do professor como
escolha individual. Nesse sentido, o caráter político da dis-
cussão coletiva entre professores não se restringe a liberdade
no sentido de onipotência técnica daquele que age individu-
almente;
2.
Docência Compartilhada como processo, aber-
to, plural introduz na graduação, através da Extensão Uni-
versitária a noção de possibilidade objetiva, na qual o possí-
vel não é apenas alguma coisa sentida ou percebida subjeti-
vamente por aquele que participa, mas sobretudo, alguma
coisa inscrita no coração dos alunos (sujeitos aprendentes);
3.
A implementação de uma proposta deste tipo
tem como orientação uma concepção de trabalho que, não só,
prioriza o reconhecimento individual, mas também, o coleti-
vo dos indivíduos que participam do processo de ensino-
aprendizagem.
4.
Evidenciou o paradoxal ou aquilo que nem
sempre se manifesta nos relatos dos exercícios acadêmicos,
isto é, quando se analisa as experiências docentes dos aca-
dêmicos que participaram deste projeto: a liberdade. O fato
dos jovens se reconhecerem “livres” e que o trabalho docen-
te, enquanto espaço social de materialização de modos de ser
(professor) não se apresentou como uma ficção;
5.
Se considerada apenas como dispositivo peda-
gógico que favorece o acesso e a permanência de alunos com
necessidades educativas não recoloca no centro de seu proje-
to a convivência comum em sala de aula, entre alu-
nos/alunos, aluno/professor, aluno/professor/comunidade
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SMEC 2017