Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo
Terra é pensar sobre as tensões existentes nas relações educa-
ção-poder-transformação que se desdobram no ato de edu-
car.
O projeto Escola da Terra implementado pela Universi-
dade Federal do Rio Grande do Sul, através da Faculdade de
Educação, muito mais do que um exercício técni-
co/burocrático permitiu a alunos e professores que dele fize-
ram parte vivenciar diferentes dimensões e desdobramentos
que o ato de educar propõe (os dilemas éticos, políticos e
epistêmicos), lidando com aspectos que vão além da pretensa
possibilidade de oportunizar, bem como garantir a todos
aqueles que têm no associativismo e cooperativismo a condi-
ção de ressignificar seu lugar na contemporaneidade.
Para tanto, compreender como os sujeitos – professores
e alunos – inseridos no processo de ensino aprendizagem se
comportam a partir das relações propostas em sala de aula,
fugindo das interpretações técnicas é fundamental.
A busca de compreensão do que é a sala de aula, de si
mesmo como docente e, porque não, da vida, se faz necessá-
rio, pois os programas de pós-graduação enquanto resultado
de um processo complexo permitem visualizar a coexistência
de realidades não lineares e paradoxais que são percebidas
de modo diferente, dependendo da ideologia de quem anali-
sa.
Pensar sociologicamente a educação implica em realizar
enquadramentos, classificações e questionamentos; agir se-
gundo modelos capazes de sugerir/sustentar o pensar e/ou
promover modificações que deem forma ao processo de pen-
sar e de fazer educação.
Ouvir, observar, refletir, teorizar o que se vivenciou,
oferecendo uma interpretação das experiências vividas, tam-