Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo
“O objetivo é, em primeiro lugar, apresentar certa manei-
ra de colocar o problema na aprendizagem. A aprendiza-
gem foi frequentemente tratada ao longo da história da
Psicologia, e em sua investigação tem predominado o mo-
delo da ciência moderna. [...] o problema da aprendizagem
inventiva tem sido sistematicamente excluído da história
da Psicologia. Neste campo a aprendizagem encontra-se
dissociada da invenção”. (p.18)
Para Kastrup, o hábito é um fenômeno observável, logo
imitável. Ela diz que fazer refeições, escovar os dentes, tomar
banho, se comunicar, pegar ônibus, por exemplo, são soma-
tórios de reflexos adquiridos durante o amadurecimento do
ser humano seja cognitivo, seja social, seja espacial e outros.
“O hábito na medida em que introduz a diferença na repeti-
ção, é a condição da experiência e da subjetividade”. (p.18) A auto-
ra cita Deleuze para reforçar seu pensamento acerca da mu-
dança inevitável que os hábitos fazem na vida do ser huma-
no. Segundo ela, Deleuze afirma que o paradoxo da repetição
provoca mudança na aprendizagem inventiva a partir de
experiências e repetições de hábitos rotineiros. A repetição
habitual faz-nos criar disposições, limites, ritmos, e intervalos
de tempos como produto da experiência que podem ser ne-
cessários para uma aprendizagem inventiva. A autora nos
convida a pensar sobre a circularidade existente entre condi-
ção e condicionado, entre processo e produto, problema e
solução, que revelam a chave do aprender a aprender com as
rotinas habituais cotidiana.
A partir das reflexões acima acerca do pensamento de
aprendizagem em Helguera e Cooper, principalmente sobre
o conceito de queda (sinistro e maravilhoso) e do hábito em
Beckett e Kastrup apresentarei dois modelos de professores
(personagens) que foram criados com o objetivo de proble-
matizar as relações construídas entre professor/professor,