Reflexões sobre Educação Volume 1 | Page 68

Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo “O objetivo é, em primeiro lugar, apresentar certa manei- ra de colocar o problema na aprendizagem. A aprendiza- gem foi frequentemente tratada ao longo da história da Psicologia, e em sua investigação tem predominado o mo- delo da ciência moderna. [...] o problema da aprendizagem inventiva tem sido sistematicamente excluído da história da Psicologia. Neste campo a aprendizagem encontra-se dissociada da invenção”. (p.18) Para Kastrup, o hábito é um fenômeno observável, logo imitável. Ela diz que fazer refeições, escovar os dentes, tomar banho, se comunicar, pegar ônibus, por exemplo, são soma- tórios de reflexos adquiridos durante o amadurecimento do ser humano seja cognitivo, seja social, seja espacial e outros. “O hábito na medida em que introduz a diferença na repeti- ção, é a condição da experiência e da subjetividade”. (p.18) A auto- ra cita Deleuze para reforçar seu pensamento acerca da mu- dança inevitável que os hábitos fazem na vida do ser huma- no. Segundo ela, Deleuze afirma que o paradoxo da repetição provoca mudança na aprendizagem inventiva a partir de experiências e repetições de hábitos rotineiros. A repetição habitual faz-nos criar disposições, limites, ritmos, e intervalos de tempos como produto da experiência que podem ser ne- cessários para uma aprendizagem inventiva. A autora nos convida a pensar sobre a circularidade existente entre condi- ção e condicionado, entre processo e produto, problema e solução, que revelam a chave do aprender a aprender com as rotinas habituais cotidiana. A partir das reflexões acima acerca do pensamento de aprendizagem em Helguera e Cooper, principalmente sobre o conceito de queda (sinistro e maravilhoso) e do hábito em Beckett e Kastrup apresentarei dois modelos de professores (personagens) que foram criados com o objetivo de proble- matizar as relações construídas entre professor/professor,