Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo
sador, normalmente ambientes fechados tais como: residên-
cias, consultórios, igrejas, internatos, hospitais, escolas e in-
clui formas diferentes e variadas de relações abusivas.
Em conversa, com o médico Dr. Ricardo Feijó, relatou-
me que pesquisas mostram que as crianças abusadas, na vida
adulta estão suscetíveis a repetirem o abuso sofrido na infân-
cia.
Essa situação poderia ser modificada e o trauma mini-
mizado se houvesse apoio psicológico e assistencial para es-
sas vítimas infantis pelo tempo que fosse necessário.
Santos et al. (2004) ressalta os dois pilares explicativos
da violência sexual intra e extrafamiliar: o incesto e a pedofi-
lia. Incesto é a relação amorosa entre pessoas de mesmo san-
gue, principalmente naqueles casos em que o matrimônio é
proibido por lei. Este tipo de violência vem acontecendo em
praticamente todas as sociedades e culturas desde a antigui-
dade até a modernidade. Faleiros (2006) define a pedofilia,
dentro de um conceito social, como sendo a atração erótica
por crianças que pode ser elaborada no terreno da fantasia
ou se materializar em atos sexuais com meninos e meninas.
Segundo o Código Penal, o incesto praticado por adultos
contra crianças menores de 14 anos é considerado violência
sexual, logo, é crime independente de ser aplicada à força
física.
O abuso intrafamiliar que pode ser praticado tanto por
pais ou responsáveis como por parentes mais próximos dos
vitimados (irmãos, tios, avós dentre outros), na maioria das
vezes é difícil de ser registrado por causa do vínculo afetivo e
econômico e por ameaças da parte do abusador e de outros
membros da família. No abuso extrafamiliar é importante
conhecer o grau de proximidade entre o abusador e o viti-
mado, pois este pode ser muito ligado à vítima como um vi-