Reflexões sobre Educação Volume 1 | Page 42

Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo sador, normalmente ambientes fechados tais como: residên- cias, consultórios, igrejas, internatos, hospitais, escolas e in- clui formas diferentes e variadas de relações abusivas. Em conversa, com o médico Dr. Ricardo Feijó, relatou- me que pesquisas mostram que as crianças abusadas, na vida adulta estão suscetíveis a repetirem o abuso sofrido na infân- cia. Essa situação poderia ser modificada e o trauma mini- mizado se houvesse apoio psicológico e assistencial para es- sas vítimas infantis pelo tempo que fosse necessário. Santos et al. (2004) ressalta os dois pilares explicativos da violência sexual intra e extrafamiliar: o incesto e a pedofi- lia. Incesto é a relação amorosa entre pessoas de mesmo san- gue, principalmente naqueles casos em que o matrimônio é proibido por lei. Este tipo de violência vem acontecendo em praticamente todas as sociedades e culturas desde a antigui- dade até a modernidade. Faleiros (2006) define a pedofilia, dentro de um conceito social, como sendo a atração erótica por crianças que pode ser elaborada no terreno da fantasia ou se materializar em atos sexuais com meninos e meninas. Segundo o Código Penal, o incesto praticado por adultos contra crianças menores de 14 anos é considerado violência sexual, logo, é crime independente de ser aplicada à força física. O abuso intrafamiliar que pode ser praticado tanto por pais ou responsáveis como por parentes mais próximos dos vitimados (irmãos, tios, avós dentre outros), na maioria das vezes é difícil de ser registrado por causa do vínculo afetivo e econômico e por ameaças da parte do abusador e de outros membros da família. No abuso extrafamiliar é importante conhecer o grau de proximidade entre o abusador e o viti- mado, pois este pode ser muito ligado à vítima como um vi-