Reflexões sobre Educação – Nº 01 – 2017
e exploração sexual comercial. Os autores colocam que a vio-
lência sexual e psicológica é também uma violência física,
pois normalmente é acompanhada pelo medo, pelo terror,
pela submissão, pelo espanto e pelo sofrimento psíquico. A
violência psicológica é uma relação de poder desigual entre
adultos dotados de autoridade e crianças e adolescentes do-
minados.
Faleiros (2006) diferencia a violência física da violência
psicológica, colocando que a segunda não deixa traços visí-
veis no corpo, mas destrói a autoestima e a autoimagem do
violentado, refletindo no comportamento da criança e do
adolescente e podem ser tipificados em atentado violento ao
pudor, corrupção de menores, sedução e estupro.
A violência sexual pode acontecer de várias formas:
por contato físico, ou seja, carícias não desejadas, penetração
oral, anal ou vaginal com o pênis ou objetos, masturbação
forçada, dentre outros; e sem contato físico, por exposição
obrigatória a material pornográfico, exibicionismo e uso de
linguagem erotizada em situação inadequada (Santos et al.,
2004).
O abuso sexual contra crianças e adolescentes é um re-
lacionamento interpessoal sexualizado, privado, de domina-
ção perversa, mantido em silêncio e segredo que é usado pa-
ra gratificação de um adulto ou mesmo de um adolescente
mais velho, baseado numa relação de poder (Abrapia, 1992).
Segundo Furniss (1993) e Perrone & Nannini (1995), nos abu-
sos sexuais repetitivos, a criança é mantida vitimizada, pois
se vê aprisionada e envolvida em uma armadilha da qual não
pode e nem sabe se livrar. Essa dominação sexual exercida
por adultos é perversa e pode ser incestuosa ou não, heteros-
sexual ou homossexual. Sua ocorrência pode ser verificada
nos mais diferentes lugares onde haja segurança para o abu-
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SMEC 2017