Reflexões sobre Educação Volume 1 | Page 38

Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo ximos da branquitude – por exemplo, através do enriqueci- mento econômico –, porém a falta da brancura dos traços fenotípicos barra o acesso aos níveis mais altos de privilégio. Numa sociedade estruturada dessa forma, o branco pratica- mente é sem cor e sem raça, pois, por ser o tipo paradigmáti- co para o qual a sociedade foi planejada, não é marcado co- mo outro, logo, não se pensa sobre como seus marcadores influenciam sua constituição subjetiva e sua inserção na soci- edade. Estudos acerca da branquitude retiram o marcador “branco” de uma condição de invisibilidade, revelando seu status de hegemônico e de padrão imposto de normalidade, para criticá-lo. Conforme tempo e espaço, há distintas classi- ficações raciais, logo, diferentes concepções de branquitude (GARNER, 2007). Trabalhamos de forma crítica a ideia de como ser bran- co no Brasil coloca o indivíduo em uma nítida vantagem em relação à população afro-brasileira. Não somente isso, mas, também, que possuir quaisquer dos marcadores considera- dos norma pela sociedade acarreta em privilégios, os quais facilitam o acesso às benesses da estrutura social, que deveri- am ser ofertadas a todos, contudo não é. Objetivou-se consci- entizar os (as) alunos (as) sobre esse fator estruturante de nossa sociedade e sua articulação com os demais marcadores sociais da diferença, para que eles e elas repensassem suas próprias constituições subjetivas, suas histórias e suas posi- ções dentro das relações sociais, algo imprescindível para um posicionamento a favor da redução da desigualdade e menos preconceituoso. Considerações Finais O jogo dos privilégios, empregado com o intuito de provocar um desconforto nos (nas) alunos (as) que levasse a