Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo
ximos da branquitude – por exemplo, através do enriqueci-
mento econômico –, porém a falta da brancura dos traços
fenotípicos barra o acesso aos níveis mais altos de privilégio.
Numa sociedade estruturada dessa forma, o branco pratica-
mente é sem cor e sem raça, pois, por ser o tipo paradigmáti-
co para o qual a sociedade foi planejada, não é marcado co-
mo outro, logo, não se pensa sobre como seus marcadores
influenciam sua constituição subjetiva e sua inserção na soci-
edade. Estudos acerca da branquitude retiram o marcador
“branco” de uma condição de invisibilidade, revelando seu
status de hegemônico e de padrão imposto de normalidade,
para criticá-lo. Conforme tempo e espaço, há distintas classi-
ficações raciais, logo, diferentes concepções de branquitude
(GARNER, 2007).
Trabalhamos de forma crítica a ideia de como ser bran-
co no Brasil coloca o indivíduo em uma nítida vantagem em
relação à população afro-brasileira. Não somente isso, mas,
também, que possuir quaisquer dos marcadores considera-
dos norma pela sociedade acarreta em privilégios, os quais
facilitam o acesso às benesses da estrutura social, que deveri-
am ser ofertadas a todos, contudo não é. Objetivou-se consci-
entizar os (as) alunos (as) sobre esse fator estruturante de
nossa sociedade e sua articulação com os demais marcadores
sociais da diferença, para que eles e elas repensassem suas
próprias constituições subjetivas, suas histórias e suas posi-
ções dentro das relações sociais, algo imprescindível para um
posicionamento a favor da redução da desigualdade e menos
preconceituoso.
Considerações Finais
O jogo dos privilégios, empregado com o intuito de
provocar um desconforto nos (nas) alunos (as) que levasse a