Reflexões sobre Educação Volume 1 | Page 39

Reflexões sobre Educação – Nº 01 – 2017 reflexão sobre seus privilégios sociais, foi um instrumento que cumpriu sua finalidade. Uma das alunas, por exemplo, ao defrontar-se com a distância entre ela e o último colocado, falou sobre como aquilo provocava um mal-estar nela, ao mesmo tempo em que lhe causava uma irritação, pois não via como poderia alterar a situação. Esse desconforto e essa irritação manifestada por vários (as) alunos (as) são sinais de uma consciência desperta contra a desigualdade social. O jogo e o debate não ofereceram solu- ções para um problema tão complexo, porém convidou a re- ver alguns posicionamentos individuais frente às diferenças. Através de reflexões em sala de aula, aos poucos, novas prá- ticas e projetos de intervenção concretos contra a desigual- dade e os preconceitos estão surgindo no cotidiano escolar – por exemplo, uma ação autônoma dos alunos e alunas dessa turma, agora segundo ano do ensino médio, contra a homo- fobia no colégio, que está sendo planejada ao longo das aulas de Filosofia. Diante do reconhecimento dos privilégios, o combate às distintas formas de discriminação vem ganhando espaço nas turmas e bons frutos virão. Referências CARDOSO, Lourenço. Branquitude acrítica e crítica: a supremacia racial e o branco anti-racista. IN: Revista latino-americana de ciên- cias sociais, vol. 8, n. 1., ene-jun 2010. GARNER, Steve. Whiteness: an introduction. London and New Yotk: Routledge, 2007. HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2005. PISCITELLI, Adriana. Intersecionalidades, categorias de articulação e experiências de migrantes brasileiras. Sociedade e Cultura. vol. 11, nº 2. Goiânia: UFG, 2008. Disponível em: Página | 39 SMEC 2017