Reflexões sobre Educação – N º 01 – 2017
quisa é, sim, fundamento docente e discente.( DEMO, 2010, p. 22)
Levando em consideração o acima exposto, planejamos um roteiro de trabalho para a disciplina de Sociologia sobre identidade e diversidade sociais, pensando nas turmas de terceiro ano do Ensino Médio Regular do Instituto Estadual Couto de Magalhães. Iniciamos com a construção desses conceitos por meio de uma metodologia chamada“ Tempestade Cerebral”. Após, lemos o artigo A identidade cultural na pósmodernidade, de Stuart Hall, tentando relacionar teoria à prática social. Segundo esse teorizador,
As velhas identidades, que por tanto tempo estabilizaram o mundo social, estão em declínio, fazendo surgir novas identidades e fragmentando o indivíduo moderno, até aqui visto como um sujeito unificado.( HALL, 2006, p. 01)
Cada grupo de alunos fez uma pesquisa tentando identificar raças, etnias, culturas, religiões, atores, encontrados na sociedade. A proposta era, após apropriação conceitual, causar um estranhamento na escola através de uma intervenção prática em horário de aula. Os alunos das outras turmas perceberiam os movimentos estranhos na escola, as ações diferentes, repensando sua própria postura diante do outro, do diferente, daquilo que destoa, do dito“ anormal”. Caberia aos alunos dos terceiros anos analisarem as reações dos outros, percebendo preconceitos, distanciamentos, indiferenças, julgamentos apressados etc.
Considerações finais
Os alunos, ao analisarem as reações na escola, perceberam que ainda há muito preconceito e indiferença frente ao diverso. Obviamente que a situação foi forçada. Os alunos
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