Reflexões sobre Educação Volume 1 | Page 22

Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo 2010, p. 51). Provoca-se, então, a reflexão crítica, articulando conceitos, teorizações e vivência social. O princípio transversal das Ciências Sociais é a pesqui- sa. Segundo Moraes, “a pesquisa como pressuposto epistemológi- co desenvolve no estudante do Ensino Médio a capacidade de obser- vação e crítica: ele percebe, então, uma nova realidade a partir da análise sociológica do que está à sua volta” (MORAES, 2010, p. 54). A pesquisa deve estar presente nos nossos planejamentos diários. Precisamos suscitar o espírito da dúvida, do questio- namento, da busca por respostas no campo empírico. Permi- tir que os discentes saiam do senso comum e busquem res- postas com fundamentação científica é propiciar um autoco- nhecimento acerca de sua própria vida social. Eles devem saber relacionar teoria e prática, perquirindo sobre fatos do seu cotidiano, saindo do senso comum e construindo um sa- ber fundamentado. Segundo Freire, “a reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação Teoria/Prática sem a qual a teoria pode ir virando blablablá e a prática, ativismo” (FREIRE, 2002, p. 12). Por isso, despertar o interesse discente pelo meio em que vi- ve, questionando-o, estranhando-o, pode ser muito mais po- sitivo no que concerne à produção, criação, recriação, de co- nhecimentos. Não queremos alunos passivos, tábulas rasas, frequentando nossos bancos escolares. Queremos alunos re- flexivos, autônomos, que usam as teorizações para funda- mentar sua própria prática. Nessa perspectiva, a pesquisa vem em nosso auxílio. Segundo Demo, Não há docência sem pesquisa, ainda que pesquisa não re- sulte mecanicamente em boa docência. Depende sempre de como se encara docência: se é reduzida a “dar aula” instrucionista, pesquisa é ociosa. Se, porém, aula é enten- dida como apoio supletivo à pesquisa no sentido da for- mação aprofundada e da produção de conhecimento, pes-