Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo
Mas, acredita-se que a educação formativa em grupos sujei-
tos (e não objetos) pode propiciar uma sintonia social em di-
reção àquilo que é relevante, e a dialeticidade entre as esferas
constitutivas do meio ambiente a conferir um maior signifi-
cado às relações interpessoais e as negociações de interesses,
identidades e diferenças.
O modelo humanista da sociedade moderna tem inter-
ferido em todos os ecossistemas e culturas, mas não pode
garantir segurança e qualidade de vida para a maior parte da
civilização, e no limite, nem para uma minoria. Seu discurso
proferido por esta minoria, geralmente provinha do polo
administrativo e da propriedade. A ciência, como dimensão
social privilegiada na modernidade muito fez para manter e
recriar este estado de coisas. Por isso, recusar aquilo que é
autocrático, apriorista e determinista, é uma maneira de dei-
xar o devir da sociedade, da cultura e da política rumar em
direção oposta aos absurdos (das violências, das escravidões,
da reificação do ser humano, das destruições dos ecossiste-
mas do Planeta).
A dimensão da participação, no sentido de uma educa-
ção “esférica” (não linear) e política, entendida como cultura
de consciência de ser e fazer parte do mundo, indica que a
educação, e especialmente a educação formal, praticada nas
instituições escolares, necessita cada vez mais se alimentar de
pesquisas que superem as abordagens constativas, se voltan-
do aos contextos concretos e atuais, embasando-se nas con-
cepções de totalidades interdependentes. Considera-se esta
caracterização de suma importância, desde a emergência da
noção de mundo interligado. Trata-se de urgência ecológica-
cultural- civiliza tória, a necessidade de suspensão de pressu-
postos e paradigmas deletérios, do modelo de desenvolvi-
mento industrialista e do racionalismo monolítico eurocên-
trico (SANTOS, 1989, 2003). Nesse sentido, apontar para al-