Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo
dades, da dependência direta e total do meio circundante.
Considere-se a intersubjetividade, a capacidade de comuni-
cação através de linguagem, abstração, reflexão e teorização e
sua aplicabilidade, por exemplo, permite dizer que existe
especificidade na movimentação da história, não sendo me-
canicista, nomotética e previsível. Esta argumentação sugere
considerar uma complexidade crítica nos processos, onde os
esforços coletivos não sejam perdidos, que não se disperse a
já escassa força política em busca de uma sociedade menos
opressiva, com mais fé na solidariedade, com respeito e sa-
bedoria em relação ao planeta Terra. Dimensão de vida con-
juntural, que compreendida por meio do equilíbrio ecológico,
no qual todas as espécies dependem para sua continuidade,
tem o sinônimo de Ecosfera (ODUM,1985, p.349).
Assim, a educação só pode ser complexa e contextual.
Entende-se ser necessária uma ampliação da percepção de
mundo, para além da hegemonia do conhecimento formal de
tradição reducionista e dominadora (SANTOMÉ, 1989). O
currículo escolar brasileiro praticado ainda é predominante-
mente Fordista-Taylorista, baseado em disciplinas estanques,
derivadas do cientificismo tecno-industrial, modelo impossí-
vel de ser generalizável democraticamente e como forma ex-
tensível de qualidade de vida para toda a população da Ecos-
fera. Este arrazoado defende que ações e projetos sociais de
caráter inclusivo e cidadão, necessariamente devem exercer
forças reativas às origens das desigualdades, minimizando a
concentração de poder e renda, buscando sustentabilidade
socioambiental. Acredita-se por mais divergência que exista
em relação à possibilidade de universalização para apenas
um projeto de mundo, já exista um delineamento consensual
mínimo, onde abandonada a obsessão por perfeição e evolu-
ção, se lute contra as guerras, miséria e a degradação ecológi-
ca. Mas é bom atentar que os consensos são perigosos, justa-