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rida na indústria nacional. Contudo, quando se inclui o agronegó-
cio, a produção vegetal e animal e todas as atividades a montante
e a jusante do segmento primário, propriamente, observa-se que
nesse amplíssimo setor a dinâmica das últimas décadas tem sido
impulsionada pelas mudanças técnicas, pelas inovações tecnológi-
cas de processo e de produto.
A gestão da inovação no agronegócio é extremamente diferen-
ciada e vai desde as clássicas inovações induzidas de que fala Hayami
e Ruttan (1988), quando os agricultores iam “bater na porta” dos
centros de pesquisa em ciências agrárias, até o pool de cooperação
envolvendo fornecedores de insumos, fornecedores de equipamen-
tos, especificações dos processadores, parcerias e protagonismos
entre agricultores, contribuições de institutos de pesquisa e univer-
sidades que atuam nas ciências agrárias, entre outros.
Efetivamente, no agronegócio podem-se distinguir categorias
diferenciadas em razão da sua estrutura e tipo de relação com
outros atores econômicos. Existem negócios que se assemelham
a outras commodities industriais, há outros de base tecnológica,
entre os quais se incluem os fornecedores de sementes e matrizes,
há fornecedores industriais especializados etc. Cada um desses
negócios tem um tipo de relação com clientes, fornecedores, con-
correntes e outros atores. Essas relações são governadas por regras
próprias que caracterizam o tipo de negócio, o que torna a gestão da
inovação, como referido antes, extremamente diferenciada quanto
à complexidade, ao número e à qualidade dos agentes.
Os dados apresentados no relatório The Brazil Competitiveness
Report 2009 © 2009 demonstram que a inovação tem desempenhado
um papel importante no desenvolvimento da agricultura brasileira
e, sobretudo nas últimas décadas, tem permitido o crescimento e
o bom desempenho do agronegócio brasileiro. Nos últimos anos, o
setor tem demonstrado que a exposição ao mercado internacional
foi o principal acicate para inovar, que a pesquisa pública já não é
estratégica na geração de conhecimentos e inovação, que financia-
mento do governo perde progressivamente importância e que o ritmo
de modernização, embora inclua pequenos, médios e grandes produ-
tores, é cada vez mais seletivo porque a propensão a assumir riscos
da modernização não se estende a todos os agricultores brasileiros.
Não obstante o fenômeno que se tornou o Brasil na performance
de produção de alimentos e o papel destaque que assumiu em todo
o mundo, o que parece mais preocupar analistas, policy makers e a
opinião pública em geral é o que acontece no setor secundário, por-
Competitividade e competitividade:
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