Entretanto, há inúmeras constatações de que a aceitação
pública aumenta sobremaneira à medida que o sistema se vai con-
solidando e a coletividade vai sentindo seus benefícios. Diz-se até
que o maior aliado do pedágio urbano é a sua própria existência.
Tanto assim é que um prefeito de Londres, Ken Livingstone, em
2004, não obstante tremenda resistência de pequenos empresários
do centro da cidade, teve como principal bandeira de campanha à
sua reeleição expandir a zona demarcada da cidade e aumentar o
valor do pedágio. Foi reeleito para um segundo mandato.
Desnecessário dizer que cidades como Londres e outras onde
o pedágio urbano foi implantado têm realidades socioeconômicas
e urbanas diferentes de cidades como a do Recife, por exemplo.
Ainda assim, vale à pena testar este modelo alternativo de gestão
de demanda para melhorar o trânsito e minimizar os congestio-
namentos da capital pernambucana, pari passu com continuados
incentivos ao uso dos modais sustentáveis de transporte.
O enfrentamento do problema requer medida disruptiva. A
mudança de paradigma começa pela taxação do carro particular.
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Mauricio Costa Romão