Paradidático - O Outro em Mim Paradidático - O Outro em Mim | Page 47

- Vamos voltar para a vila então! Perigo!! Eles estavam vivendo no inferno. Desde que Lorenzo e o resto do grupo saiu outros homens vieram para a vila. Por sorte ninguém mais se hospedou em sua casa, Amayal não entendia o motivo apenas agradecia aos deuses. Devido ao fato de estarem sozinhos novamente os irmãos conseguiram voltar a estocar suprimentos e planejar melhor sua fuga. Seria na noite do dia seguinte, ficariam atrás da casa até uma brecha na ronda e então correriam para a mata fechada que estava mais ou menos a 150 metros dali. E rezariam para que nenhum espanhol os visse. Naquela manhã Amayal havia saído para buscar água no centro da vila, ele carregava um grande vaso na cabeça e outro menor segurava com o braço livre. Estava pensando no plano de fuga quando se deparou com alguém conhecido. Era a moça, filha do homem que prestou o serviço a cerca de 6 meses atrás, com quem conversou sobre seus sonhos. Ela estava parada em frente a casa quando ele chegou até ela. A moça o olhou com desespero. Chegando perto ele viu seus braços cheios de hematomas e seu rosto com um grande corte na bochecha. A moça estava magra e visivelmente doente. - Seus sonhos estavam certos… - disse ela com uma voz franca. - Os demônios vieram até nós. - Queria estar errado. - disse ele largando os vasos no chão. - O que fizeram com você? - Um homem está aqui. Ele matou meu pai, obriga eu e minha mãe a sermos suas empregadas. - com lágrimas escorrendo por seus olhos ela o encarou. - Ele abusa de mim… Me usa como sua mulher… - Amayal cerrou os punhos e foi possuído por uma raiva que jamais havia sentido.