E que perdoar nada tenha a ver com desculpar os outros, mas sim com aprender a viver com o que ficou em nós.
Suponho que perdoar é sentir.
E para sentir, é preciso primeiro aceitar a ficar destroçado e saber que depois, voltaremos a erguer-nos.
Suponho que ainda não acredito, que sou capaz disso.
Suponho que ainda não acredito que é possivel viver sem raiva, que não é possivel mover-me sem isso...
Suponho que mais uma vez, está na altura de dar um salto de fé e acreditar que existe um mundo para além daquele que criei, que nada tem a ver com fugir da mágoa e dos ressentimentos, da tristeza e da solidão, do medo e da decepção...
Onde a leveza do existir é suficiente para me fazer levantar da cama.
Onde o reconhecer das falhas, das fraquezas e da minha condição humana, é apenas o caminho mais rápido do equilibrio e da serenidade...
Muriel Mendes
Residente em Setúbal, nascida em França, mãe, formada
em Marketing, mãe, é apologista da liberdade de escolha.
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