Ocupação Efêmera da FeliS e seus impactos no Centro Histórico. Espaço público e ocupação efêmera | Page 92

crônicas dos escritores maranhenses. Justificando o objetivo principal da feira, especificado dentro da Lei Municipal que a instituiu, de ocupar os espaços patrimoniais e promover o incentivo à literatura. Na 10ª edição da Feira do Livro de São Luís, em 2016, foi possível compreender e analisar os critérios estudados e identificados nos capítulos anteriores deste trabalho. Na qual foi visualizada, com clareza, a relação presente-passado-futuro que uma ocupação efêmera de caráter artístico-cultural reserva para um Centro Histórico e o impacto que estabelece entre a população que vivencia o espaço diariamente, a que passa a frequentar por encontrar um atrativo e a que reside neste ambiente. Mediante o cenário encontrado em campo, foi entendido que garantir que o organismo cidade se movimente é essencial para manter preservada a sua história, seus monumentos e seu acervo cultural e arquitetônico. Contudo, é necessário que isto seja planejado de forma a contribuir de fato para a preservação. Ao utilizar como tema "Ler a Cidade e suas Memórias", a FeliS abriu espaço para aprofundar as relações com os espaços patrimoniais e concretizar a sua estadia no bairro da Praia Grande, ocupando as ruas, os becos e os casarões. Os impactos gerados pela feira permeiam as questões de interesse da arquitetura e do urbanismo, quando é pensada a arquitetura efêmera utilizada. Uma vez que alguns pontos são indispensáveis para a compreensão da dinâmica da intervenção como: os acessos utilizados, o conforto térmico e acústico dos ambientes projetados, da iluminação natural e artificial empregada, a acessibilidade conforme prevê a NBR 9050, a segurança do local e a própria estrutura utilizada. Além da demanda de fluxos e interesses gerados, a preservação patrimonial, o potencial de crescimento da feira e a influência que possui na economia do Centro Histórico. Desta forma, é importante considerar a realização da FeliS como um evento efêmero que apresenta um despertar pelo respeito, pela ideia de cuidado e representatividade. Ao ser classificada como uma intervenção que requalifica o espaço urbano do Centro Histórico de forma indireta por atrair demanda e estimular o interesse dos cidadãos pelo patrimônio. A partir do momento em que a pessoas passam a sentir