Ocupação Efêmera da FeliS e seus impactos no Centro Histórico. Espaço público e ocupação efêmera | Page 93

que a cidade e a história também são partes delas e que a preservação deste Centro Histórico é feita por meio da compreensão e da ação de todos. Para que as medidas que visam alcançar os objetivos da feira sejam concretizadas de forma a beneficiar o espaço público do perímetro histórico é necessário que se estabeleça uma integração entre as esferas do poder, as instituições, as ONGs, a sociedade civil e a população. Portanto, a participação da população na construção dos conceitos das edições da feira e o incentivo desde o ensino infantil e básico à Educação Patrimonial, prevista nas Cartas Patrimoniais, são pontos a serem considerados. Assim como políticas públicas que promovam a manutenção desse espaço público, favoreçam a ocupação e estimulem a vivência além das datas em que os eventos são realizados. Assim, este trabalho considera a instalação da Feira do Livro de São Luís no Centro Histórico da cidade, não como uma solução definitiva para os problemas que envolvem as questões patrimoniais, mas como um caminho, ou melhor, uma oportunidade de ocupação, mesmo efêmera, que estimula a reflexão, o diálogo e a integração. Disponível e acessível a todos os cidadãos, de forma democrática e inclusiva, contribuindo para aproximar a população do Centro Histórico e, por consequência, da história e da arquitetura que envolve a formação da cidade. Ou seja, buscando estabelecer relações humanas com a cidade de São Luís e seu perímetro histórico.