pela vivência, estimulando a presença humana e consolidando o território patrimonial como parte da cidade que também precisa ser vivida e construindo um elo entre as pessoas e o patrimônio.
Nesse sentido, este trabalho rematou que a realização de eventos artísticoculturais dentro de um Centro Histórico, enquanto requalificação desse espaço público, pode ser classificada de forma direta e indireta, evidenciando o grau de intenção de um evento ao ser concebido e a forma como se relaciona com a preservação patrimonial, com as pessoas e os laços de afetividade com a cidade. Além de possibilitar a integração de públicos diferentes do habitual e a diversificação dos usos e funções do espaço. Ao considerar o Centro Histórico de São Luís e os critérios de classificação, a Feira do Livro de São Luís- FeliS funciona como uma intervenção efêmera artístico-cultural que se estabelece de forma indireta.
Percebeu-se que a presença de feiras literárias em um Centro Histórico é uma medida que apresenta diversos fatores para as suas concepções, contudo, o objetivo final está em uma intervenção efêmera que vise a integração, o diálogo e uma forma de reconhecimento e respeito pelo acréscimo que tanto a literatura quanto a arquitetura exercem na história local. Seja pela busca de aumento de demanda, seja por um projeto de revitalização de uma cidade ou pelo contexto histórico existente e desenvolvido ao longo dos anos, como representam respectivamente a FLIPORTO( PE), a FLIP( RJ) e Feira do Livro de Porto Alegre( RS) dentro dos aspectos estudados.
O estudo feito sobre o histórico e desenvolvimento da Feira do Livro de São Luís contribuiu para a percepção dos espaços históricos já utilizados pela feira, as estruturas efêmeras utilizadas, as formas de implantação e a sua relação com as questões patrimoniais. Uma vez que a FeliS, ao longo dos 10 anos de existência, esteve presente em espaços lineares e não lineares que são marcos para a cidade de São Luís como, por exemplo, a Praça Maria Aragão, a Praça Gonçalves Dias, o Ceprama, o Convento das Mercês e o bairro da Praia Grande.
Para cada espaço já utilizado e em diversas edições da FeliS, foram desenvolvidas atividades que buscavam correlacionar e discutir a cidade, a literatura e o patrimônio, intensificando a valorização do patrimônio cultural e da memória coletiva tanto pelo olhar da arquitetura e do urbanismo quanto pela poesia, pelos contos e