Ocupação Efêmera da FeliS e seus impactos no Centro Histórico. Espaço público e ocupação efêmera | Page 19

2.3.3 DECLARAÇÃO DE AMSTERDÃ – 1975 A declaração de Amsterdã é um documento que considera que todos os edifícios e conjuntos urbanos, com interesse histórico ou cultural, fazem parte do patrimônio arquitetônico e que, desta forma, devem ser protegidos conforme normas e diretrizes. Sendo proposto que o patrimônio seja tratado como parte integrante da cidade, pois possui uma função social a cumprir 14 . Para a conservação é indicado que sejam realizadas ações de divulgação e educação patrimonial, defendendo que o patrimônio atenda a demanda e as necessidades que a vida contemporânea exige. Entretanto, deve ser respeitado o uso adequado. Nesta carta é construído o conceito de conservação integrada, em que para que seja realizada as aplicações técnicas e a escolha das funções apropriadas nas áreas históricas devem-se considerar diversos valores, tanto de caráter econômico quanto cultural. A declaração de Amsterdã faz referência também à reabilitação dos bairros antigos, destacando que ela deve ocorrer sem interferência na composição social dos habitantes. Ainda afirma que cabe aos urbanistas "reconhecer que os espaços não são equivalentes e que convém tratá-los conforme as especificidades que lhes são próprias" (Declaração de Amsterdã, 1975). E às autoridades responsáveis, que estabelecem programas de aprendizado, um esforço para levar aos jovens o conhecimento e despertar o interesse pela atividade de conservação. 2.3.4 RECOMENDAÇÃO DE NAIRÓBI - 1976 Este documento ressalta a importância da salvaguarda dos conjuntos históricos e a sua função na vida cotidiana, uma vez que considera que os conjuntos 14 Ver CABRAL e LIRA, 2012, p.65.