O reencontro da esquerda democrática e a nova política | Seite 37

esforço...”, diriam os socialistas, animados pelas repercussões que a desestalinização desencadearia no PCB. (20) Vários intelectuais socialistas mantinham divergências quanto à análise do desenvolvimento do capitalismo no Brasil realizada pelos comunistas. E viam a autocrítica do PCB limitada ao “culto à personalidade de Stálin”, pois não avançava para uma reavaliação do modelo unipartidário do socialismo soviético. De todo modo, a nova política do PCB abria um largo campo para atuação comum. O PCdoB O relato de Kruschev, em 1956, causou grande impacto nos PCs do mundo inteiro. Provocou divergências internas no movimento comunista internacional. A mais famosa cisão foi a do Partido Comunista Chinês, então liderado por Mao Tsé-Tung, que viu nas denúncias do líder soviético o abandono das ideias socialistas. No Brasil, uma ala de dirigentes do PCB refutou as críticas a Stálin, bem como a nova política de via democrática e pacífica. Vários deles foram afastados, expulsos ou deixaram a organização para fundar, em 1962, um novo partido, o PCdoB, então com posições de extrema-esquerda e linha maoísta. O Iseb, Pasqualini e a aliança PSD-PTB-PCB-PSB A nova política do PCB também refletia, em certa medida, as discussões teóricas que se faziam no meio da intelectualidade brasileira, na década de 1950, de um projeto de desenvolvimento nacional autônomo para o país, cujo ponto alto foi o Iseb, o Instituto Superior de Estudos Brasileiros, com apoio do Ministério da Educação. Dele participaram intelectuais progressistas de di fW&V